terça-feira, 28 de julho de 2009

QUAL A VENTAGEM DAS MUDAS DE EUCALIPTO FEITAS EM TUBETES?

O sistema de produção de mudas em tubetes está cada vez mais utilizado, e tem como objetivo melhorar a qualidade da muda.

As funções básicas dos tubetes são:
Biológica - propiciar suporte e nutrição às mudas, proteger as raízes de danos mecânicos e da desidratação, molda-las em forma favorável para o desenvolvimento das raízes, bem como maximizar a taxa de sobrevivência e crescimento inicial após o plantio, além de estender a época de plantio.
Operacional - racionalizar o manejo no viveiro, viabilizando a mecanização de quase todas as fases, o enchimento das embalagens, a semeadura, a classificação e o transporte das mudas, além de um maior rendimento no plantio posterior.

Vantagens do sistema de tubetes:
• Menores dimensões do torrão (diâmetro) favorecendo o processo produtivo (maior eficiência), o transporte e o plantio;
• Boas condições de assepsia , reduzindo os riscos de ocorrência de doenças;
• Melhor qualidade para o sistema radicular.

Fonte: Guia Florestal

quinta-feira, 23 de julho de 2009

CRISE MUNDIAL , APAGÃO FLORESTAL E OPORTUNIDADES!!!

Estamos no meio de uma crise econômica internacional, que abalou a todos, e que criou algumas dificuldades para a silvicultura. Dificuldades passageiras, que foram previstas, como tal, por muitos profissionais do setor.

A incerteza gerada pela crise reduziu o plantio e criará um buraco no estoque de madeira, que vinha sendo formado com os novos plantios; há dados mostrando, que nos anos de 2005, 2006, 2007, os programas de plantio chegaram ao redor de 600.000 h/ano.

A programação de 2008/2009, deve ter sido reduzida de 30 a 40%, ou seja, 180 a 240.000 ha deixaram de ser plantados. Se as incertezas persistirem e a programação de 2009/2010 for afetada também, esse número poderá ser ainda maior!

A silvicultura estará, portanto diante de mais um grande desafio. Lá na frente, com a economia aquecida novamente as fábricas e as siderúrgicas terão problemas de abastecimento e os custos provavelmente se elevarão. Como recuperar essa produção perdida?

Num determinado momento se não surgirem novas políticas de fomento, linhas de crédito e incentivo ao plantio de eucalipto ocorrerá um buraco no suprimento de madeira, a médio e longo prazo, e teremos então, o “apagão florestal que será aumentado pela crise”!

Talvez AGORA, HOJE seja o momento de nós produtores aproveitarmos as OPORTUNIDADES!!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

EUCALIPTO IRRIGADO - PRECOCIDADE E PRODUTIVIDADE

O eucalipto já tem uma excelente produtividade no Brasil imagine irrigado então! A notícia do jornal Correio do Estado do MS fala sobre um projeto de eucalipto irrigado para suprir de madeira a empresa MMX para a produção de ferro gusa em Corumbá:

A MMX tem um projeto pioneiro no País de fertirrigação em florestas plantadas com eucalipto, objetivando dobrar a produtividade por hectare da cultura em MS nos próximos cinco anos. A estimativa da empresa é que a irrigação estratégica de água e nutrientes nas quantidades necessárias ao desenvolvimento das plantas possa reduzir o tempo de corte do eucalipto dos atuais sete anos para cinco anos, além de elevar o rendimento de 35 metros cúbicos de madeira por hectare/ano para 80 m³ de madeira/ha/ano.

De acordo com o gerente florestal da MMX, Antônio José, além de duplicar a produtividade, o projeto possibilitará a redução, pela metade, da área plantada com eucalipto e o encurtamento do ciclo da cultura. "A meta é dobrarmos a produtividade em relação ao plantio convencional que não recebe fertirrigação", disse.

Para alcançar estes objetivos, a empresa investiu numa técnica desenvolvida pela empresa israelense Netafim, que está presente em mais de 120 países, que evita a erosão do solo e gera baixa evaporação da água. O processo, segundo a empresa, disponibiliza água e nutrientes de forma racional para a planta, na quantidade exata que ela precisa, de forma que a planta receba o volume adequado de água durante todo o ano, mesmo no período de seca.

VANTAGEM DAS MUDAS CLONADAS

Veja porque vale a pena plantar Eucalipto com Mudas Clonadas:
a) Uniformização do plantio , já que todas as árvores são provenientes da mesma matriz clonada, escolhida pela alta qualidade genética;
b) Obtenção de clones com maior capacidade de adaptação e resitência às doenças e às situações ambientais inadequados ao plantio;
c) Maximização do ganho em produtividade, precocidade e qualidade tecnológica das florestas clonais gerando maior rentabilidade e viabilizando custos tornando o negócio acessível e competitivo.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

SANTANDER FINANCIA CRÉDITOS DE CARBONO


O Santander anunciou nesta quarta feira (01/07/09) a criação de uma linha de crédito voltada ao financiamento de projetos que originem créditos de carbono. No valor de € 50 milhões, a linha já está disponível e será utilizada na compra, pelo banco, de créditos de carbono gerados por empresas no Brasil, no Chile e no México. A idéia do Santander é acumular esses créditos em volume suficiente para que sejam revendidos a companhias européias, especialmente do setor de geração de energia. O lançamento é resultante do processo de união entre as operações de Santander e Banco Real, que já atuavam neste segmento de negócio, porém com operações distintas. Até então, os projetos vendedores de créditos de carbono só viam a cor do dinheiro no momento da entrega efetiva dos créditos, o que podia levar alguns anos.

Com a nova linha, poderão receber no ato o pagamento por créditos que serão entregues no futuro, com prazo máximo até o final de 2012, quando vence o primeiro período do Protocolo de Kyoto. Diante disso, somente os projetos registrados, ou em processo de validação, no chamado Mercado Kyoto é que poderão pleitear os recursos da linha de crédito. O preço a ser pago irá depender do risco de cada projeto, que poderá ser calculado pelo próprio Santander ou por empresas de auditoria. Isso coloca os projetos que já estão registrados em condições mais vantajosas, em termos de preço, para a venda de seus créditos. De acordo com dados da ONU, os projetos registrados nos três países incluídos na linha de crédito do Santander somam hoje 307, sendo 159 no Brasil, 115 no México e 33 no Chile.

Fonte: Painel Florestal

quinta-feira, 2 de julho de 2009

VISITA A CLIENTES: FLORESTA COM 05 MESES

Sempre que podemos, acompanhamos o desenvolvimento das florestas plantadas com nossas mudas, assim avaliamos e checamos a qualidade de nossos produtos e temos um retorno da impressões de nossos clientes.
Esta semana visitamos a fazenda Café Citro aqui em Oliveira e ficamos muito felizes com o desenvolvimeno das árvores que com apenas 05 meses de plantio, estão lindas, saudáveis e com desenvolvimento acima da média.
Assim com nós o proprietário da fazenda se mostrou entusiasmado e muito satisfeito com o resultado obtido em sua floresta. Resultado da escolha de mudas clonadas de qualidade e de um processo de plantio correto e profissional.

Parabéns a toda a equipe da Café Citro pelo excelente trabalho e Obrigado pela confinaça.

POUPANÇA VERDE

Plante eucalipto e garanta seu futuro!

Com a demanda cada vez maior por madeira reflorestada , as florestas de eucalipto se revelam como um excelente negócio, pois se comparado a outras espécies florestais,possui produtividade maior e custo de produção inferior. Além disso a espécie apresenta fácil adaptação , rápido crescimento e alta produtividade.
A expansão de mercados dependentes de madeira reflorestada como a indústria moveleira, a siderurgia e indústria de celulose, podem sofrer com a falta de madeira em curto espaço de tempo. O tão falado “apagão florestal” pode se tornar uma realidade se não forem feitos expressivos investimentos no plantio de florestas, imediatamente.
Em Minas Gerais, cujo pólo siderúrgico aqui instalado é grande consumidor de carvão, o plantio do eucalipto se tornou uma atividade muito rentável para os proprietários de terra, os quais estão enxergando na atividade uma alternativa de substituição às improdutivas e degradas pastagens.
Ou seja, diante de um cenário onde a demanda por madeira reflorestada supera a oferta, e em que as taxas de plantio ainda não atingem os números necessários para o suprimento da indústria consumidora, indiscutivelmente, o plantio de eucalipto se torna uma excelente opção de investimento.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL JÁ RENDE DINHEIRO A AGRICULTORES


Produtores rurais de três municípios brasileiros já estão sendo pagos para manter vivas e saudáveis o que é considerado hoje um ativo tão precioso quanto rebanhos de gado e lavouras agrícolas: as suas nascentes de água.

Um grupo de 147 propriedades aderiu a essa iniciativa inédita no país – o conceito de pagamento por serviços ambientais, que recompensa financeiramente aqueles que preservarem matas estratégicas para a conservação da água.

Entre 2008 e 2009, proprietários rurais de Extrema (MG), Rio Claro (RJ) e Alfredo Chaves (ES) colocaram no bolso quantias mensais ou semestrais que variam de R$ 300 a R$ 3 mil, graças aos benefícios ecológicos por eles prestados. Projetos similares despontam em Joanópolis e Nazaré Paulista (SP), São Paulo, Camboriú (SC), Apucarana (PR) e no Distrito Federal. A expectativa é de que, no futuro próximo, surja um novo profissional no agronegócio brasileiro: o “produtor de água”, premiado por uma commodity à altura de qualquer outra. Matéria de Bettina Barros, de Rio Claro (RJ) e Extrema (MG), no Valor Econômico.

TOMARA QUE ESSA MODA PEGUE!!!

Veja mais em:
http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=1005

terça-feira, 23 de junho de 2009

CONTROLE DE MATO NAS FLORESTAS DE EUCALIPTO


Uma das principais razões para o grande sucesso das florestas plantadas no Brasil, tem sido o avanço tecnológico do controle da matocompetição (vegetação que nasce entre as árvores), seu monitoramento e controle eficaz.

A vegetação que concorre com o Eucalipto pode acontecer em maior ou menor grau e depende muito do uso que a terra sofreu antes da plantação. O mato que compete com as florestas gera muitos problemas, atrapalha o desenvolvimento das árvores e os processos de colheita; favorece incêndios; encarece as operações; pode ter plantas alelopáticas e espécies agressivas, que causam danos mecânicos e de abafamento aéreo da copa, etc.

O controle do mato é realizado em algumas fases importantes das atividades florestais: pré-plantio para limpeza da área; durante plantio das mudas e nos serviços de manutenção após o plantio, até que a floresta plantada tenha dimensão suficiente para vencer o mato por sua altura e copas bem formadas. Isso significa que o mato é problema desde a fase anterior ao plantio até cerca de um ano pós-plantio. Isso vai depender do crescimento da floresta e da intensidade da infestação de mato.

Existem empresas que prolongam o controle da matocompetição por toda a rotação florestal. Elas querem manter a floresta plantada "limpa", para facilitar a colheita e também porque seus estudos revelam que o sub-bosque reduz a produtividade de forma significativa pela competição por água e nutrientes. Isso é mais comum em florestas plantadas de mudas de sementes e menos usual em florestas clonais. Essas, pela sua uniformidade e rapidez de crescimento, são naturalmente "mais limpas".

São diversas as formas de se controlar a matocompetição, mas hoje a dominante é a realizada pela aplicação de herbicidas (capina química). Durante muitos anos, as empresas florestais controlaram o mato por capinas manuais e mecânicas (roçadeiras e grades). Esses tipos de capinas foram gradualmente perdendo espaço para a capina química pela alta demanda de uma mão-de-obra, altos custos e baixa eficiência.

Os herbicidas na silvicultura começaram tímidos por volta dos anos 70's, mas hoje são dominantes pelas seguintes razões:

• baixo custo e alta eficiência;
• relativamente baixa ecotoxicidade e baixo efeito aos organismos não-alvos;
• baixa migração para o solo e para as águas subterrâneas;
• alta seletividade para as plantas alvo;
• equipamentos de aplicação desenvolvidos para mínimo dano às pessoas, às plantas da cultura e para evitar "deriva" (migração para outras áreas).

Os compostos mais usuais sendo aplicados nas plantações florestais são: glifosato, oxifluorfen, imazetapyr, imazapic, imazapyr, dentre muitos outros. De qualquer maneira, há que se entender que para se usar herbicidas não há uma regra fixa: os casos variam nas diversas regiões e épocas do ano e também em função do mato a ser combatido. Por essa razão, é muito bom obter informações sobre isso, antes de se aventurar a fazer aplicações sem os devidos cuidados e conhecimentos.

terça-feira, 16 de junho de 2009

EUCALIPTO SURPREENDE NA GERAÇÃO DE ENERGIA

“O eucalipto pode ser tão bom e eventualmente até melhor do que a cana-de-açúcar para a produção de biocombustíveis a partir da biomassa gerada na plantação dessas culturas.”

A afirmação de Carlos Alberto Labate, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), foi feita aos pesquisadores presentes na primeira edição do Simpósio sobre Etanol de Celulose: “O eucalipto é uma árvore incrível e, o Brasil, um país de muita sorte por ter todas as condições necessárias para a alta produtividade da cultura. A indústria florestal brasileira, uma das melhores do mundo e que serve de referência para vários países, está interessada em entender como a biomassa do eucalipto pode ser usada para a produção de etanol. Trata-se de uma nova revolução da química verde”.

E destacou a importância das cascas do eucalipto, esses resíduos permanecem no solo das plantações após a extração do tronco da árvore, que normalmente é destinada à indústria de papel e celulose. “Uma quantidade razoável de casca é dispensada no solo com o corte da madeira, algo em torno de 20 toneladas por hectare. Ao ser fermentado ao longo dos anos, esse material libera gases do efeito estufa”.

“Sabendo que as indústrias do setor florestal estão preocupadas com as questões dos impactos ambientais, uma forma de despertar ainda mais o interesse é mostrar o valor econômico dos resíduos desperdiçados, que podem tanto ser usados para produzir bioetanol como biopolímeros. A casca do eucalipto é uma ótima fonte de carbono de baixo custo”, explica.

Em sua palestra, intitulada The eucalypt as a source of cellulosic ethanol, Labate mostrou estudos conduzidos por sua equipe no Laboratório Max Feffer de Genética de Plantas, que comprovam que a composição da casca do eucalipto é mais favorável do que o bagaço da cana em termos de açúcares fermentáveis: a quantidade de pentoses (monossacarídeos de cinco carbonos) inibitórias ao processo de fermentação está presente, segundo ele, em menor quantidade na casca do eucalipto.

“Além disso o eucalipto possui o dobro de hexoses, que são açúcares fermentáveis como sacarose, glicose, frutose e galactose, em relação ao bagaço da cana. Isso significa que, teoricamente, o potencial do eucalipto para a fermentação é maior do que o da cana. O problema é que ainda não temos o hidrolisado tanto da casca como do bagaço para fermentar e estudar. O potencial do eucalipto existe, mas ele precisa ser melhor pesquisado”, apontou Labate.

Ele também comparou a quantidade de biomassa anual gerada pela cana-de-açúcar e pelo eucalipto no Estado de São Paulo. Enquanto a cana produz em torno de 10,6 toneladas de bagaço por hectare em um ano, o eucalipto chega a gerar de 23 a 25 toneladas de biomassa por hectare, no mesmo período, com alto potencial para serem transformadas em energia.

FLORESTAS CLONAIS

Veja a reportagem exibida pelo Jornal do Almoço em Santa Catarina, que fala sobre as vantagens das mudas de eucalipto clonadas:

segunda-feira, 8 de junho de 2009

USO DO GEL NO PLANTIO DE EUCALIPTO

O plantio de eucalipto nas estações mais secas do ano não é mais problema. Em 2007, a sobrevivência média das mudas nesta época chegou a 98,4% nas fazendas da Votorantim Celulose e Papel VCP na região do Vale do Paraíba, em São Paulo. O responsável por esse resultado é o hidrogel, um polímero absorvente colocado junto à raiz da muda durante o plantio. Sua função é reter a água da chuva ou irrigação e liberá-la aos poucos, garantindo a umidade do solo.

Adotada pela VCP desde 2001 nas fazendas de regiões com baixos índices de chuva, essa tecnologia é importante no desenvolvimento inicial da planta, quando a muda ainda não desenvolveu raízes suficientes para buscar água em regiões mais profundas do solo, garantindo sua sobrevivência.

Com o gel, a muda de eucalipto fica úmida no período mais crítico do desenvolvimento da planta. Isso elimina a exigência de irrigação imediata. Dependendo da condição do solo, a planta pode ficar de oito a 15 dias sem irrigação. Na média, o consumo de água cai de 6,5 litros por muda para 2,6 litros. Reduzindo o nível de mortalidade das plantas, também reduz o replantio. Pelo método anterior, a muda plantada manualmente era irrigada. O material usado, além de biodegradável, é atóxico.

Já a Internacional Paper (IP), fabricante americana de papel, que possui 85 mil hectares de florestas plantadas no Brasil, consegue reduzir o custo do plantio em 8% já no primeiro ano, um ganho substancial para um investimento que mobiliza grande somas de capital em extensas áreas de plantações de florestas. Ao longo de sete anos, período de corte da árvore para extração da celulose, a economia chega a 3,5%.