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sexta-feira, 15 de abril de 2011

BIOMASSA DA MADEIRA GANHA ESPAÇO


Matéria prima abundante e domínio da cadeia produtiva são vantagens da indústria florestal


Matéria prima abundante e domínio da cadeia produtiva: essas são as grandes vantagens da indústria florestal em um mercado que tem terreno fértil para prosperar nos próximos anos, o de bioenergia. A avaliação é do diretor Florestal da Divisão América Latina da Stora Enso Brasil, João Fernando Borges, na palestra “Indústria Florestal e Bioenergia”, realizada na tarde de hoje no XVI Seminário de Sistemas de Colheita de Madeira e Transporte Florestal, no segundo dia da II Semana Florestal Brasileira, em Campinas.

“A biomassa de madeira vem ganhando importância como uma fonte de energia renovável. Por mais que também implique em combustão de carbono e emissões de gases, representa sequestro de CO2. E sua utilização está na base dos processos de produção da indústria florestal, ou seja, colheita e logística utilizadas na indústria de produtos de madeira, de celulose e papel ou energia”, comenta.

Borges diz que, no Brasil, muitas fábricas de celulose já não dependem 100% da energia da rede e até vendem o excedente. “A produção de celulose ainda é o seu negócio, mas em algumas a venda de energia já tem peso significativo. No futuro, estima-se dentro de 10 a 20 anos, a geração de energia será mais da metade da receita dessas indústrias”, conta o diretor da Stora Enso.

A fase atual é de aperfeiçoamento de tecnologias e de parcerias científicas e comerciais, segundo Borges – caso da Stora Enso em seu parque de fábricas na Europa. “A empresa florestal tem o know how relacionado à matéria prima e outros segmentos fazem o processamento da biomassa, para produzir biodiesel ou bioenergia. A distribuição já não é o nosso negócio, por isso esse tipo de aliança é importante para cobrir toda a cadeia”, comenta.

O diretor fala ainda sobre a permanente evolução dos métodos de produção. “A gaseificação da madeira é um processo antigo, de antes da Segunda Guerra Mundial. Foi sendo aperfeiçoado para se tornar mais limpo, ambientalmente adequado e viável economicamente em larga escala”.


Fonte: Interact Comunicação

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

PETROBRAS PRODUZIRÁ ETANOL COM CELULOSE

A Petrobrás apresentará em 2010 a planta que produzirá 4 milhões de litros de etanol (álcool combustível) a partir da celulose. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (18) pela Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Somos imbatíveis na produção de etanol de primeira geração, mas também queremos ser imbatíveis na de segunda e terceira gerações", disse Dilma referindo-se à produção a partir de palha e de celulose.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

MAIS UMA ENTREVISTA - PRODUÇÃO DE BIOMASSA

Produção de biomassa para energia segundo Fernando Henrique da Fonseca

Fale sobre os obstáculos ao desenvolvimento do setor florestal para a produção de biomassa para energia.
Fernando Henrique: Nós temos grandes vantagens comparativas em relação aos países tradicionais fornecedores de produtos provenientes de florestas. E, no entanto, nós somos muito pequenos na participação no comercio mundial desses produtos. Também na questão de ocupação do solo brasileiro com a atividade, também somos muito pequenos. Isso se deve principalmente à questão de desinformação e a questão de restrições ambientais que praticamente retiram do processo produtivo o pequeno produtor brasileiro. Porque ele não tem condições de fazer projetos para ser aprovado, então ele tem que se adequar, ele tem que se acoplar a uma grande empresa que teria condições de fazer isso para ele. É por isso inclusive que a concentração dos plantios está nas mãos de poucas empresas do Brasil. Isso não é bom para o país. Embora essas empresas atravessem projetos de fomento, elas estão introduzindo cada vez mais o pequeno produtor, mas a idéia é disseminar a tecnologia para que isso ande com as próprias pernas e o Brasil ocupe o lugar que é devido no mercado mundial.

O senhor vê perspectivas de crescimento para o Brasil?
Fernando Henrique: A questão do investimento no setor no momento está prejudicada pela crise. Como o setor é exportador, ele está sofrendo com o mercado mundial. A primeira medida de todas as empresas é a redução dos investimentos. Isso certamente vai atrasar toda a questão dos investimentos no setor. Mas aí volta a questão do pequeno produtor. Ele deveria destinar o seu produto para o consumo interno através da matriz energética. E eles teriam condições de fornecer para a produção de carvão e até suprir a necessidade, porque hoje aproximadamente 40% da produção de carvão vêm de madeira proveniente de floresta nativa. Essa pressão sobre a floresta nativa, no momento em que o pequeno produto resolver tomar coragem e tiver a liberdade para plantar, ele vai eliminar ao longo do tempo essas pressões sobre florestas nativas.

Fonte: Painel Florestal

terça-feira, 16 de junho de 2009

EUCALIPTO SURPREENDE NA GERAÇÃO DE ENERGIA

“O eucalipto pode ser tão bom e eventualmente até melhor do que a cana-de-açúcar para a produção de biocombustíveis a partir da biomassa gerada na plantação dessas culturas.”

A afirmação de Carlos Alberto Labate, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), foi feita aos pesquisadores presentes na primeira edição do Simpósio sobre Etanol de Celulose: “O eucalipto é uma árvore incrível e, o Brasil, um país de muita sorte por ter todas as condições necessárias para a alta produtividade da cultura. A indústria florestal brasileira, uma das melhores do mundo e que serve de referência para vários países, está interessada em entender como a biomassa do eucalipto pode ser usada para a produção de etanol. Trata-se de uma nova revolução da química verde”.

E destacou a importância das cascas do eucalipto, esses resíduos permanecem no solo das plantações após a extração do tronco da árvore, que normalmente é destinada à indústria de papel e celulose. “Uma quantidade razoável de casca é dispensada no solo com o corte da madeira, algo em torno de 20 toneladas por hectare. Ao ser fermentado ao longo dos anos, esse material libera gases do efeito estufa”.

“Sabendo que as indústrias do setor florestal estão preocupadas com as questões dos impactos ambientais, uma forma de despertar ainda mais o interesse é mostrar o valor econômico dos resíduos desperdiçados, que podem tanto ser usados para produzir bioetanol como biopolímeros. A casca do eucalipto é uma ótima fonte de carbono de baixo custo”, explica.

Em sua palestra, intitulada The eucalypt as a source of cellulosic ethanol, Labate mostrou estudos conduzidos por sua equipe no Laboratório Max Feffer de Genética de Plantas, que comprovam que a composição da casca do eucalipto é mais favorável do que o bagaço da cana em termos de açúcares fermentáveis: a quantidade de pentoses (monossacarídeos de cinco carbonos) inibitórias ao processo de fermentação está presente, segundo ele, em menor quantidade na casca do eucalipto.

“Além disso o eucalipto possui o dobro de hexoses, que são açúcares fermentáveis como sacarose, glicose, frutose e galactose, em relação ao bagaço da cana. Isso significa que, teoricamente, o potencial do eucalipto para a fermentação é maior do que o da cana. O problema é que ainda não temos o hidrolisado tanto da casca como do bagaço para fermentar e estudar. O potencial do eucalipto existe, mas ele precisa ser melhor pesquisado”, apontou Labate.

Ele também comparou a quantidade de biomassa anual gerada pela cana-de-açúcar e pelo eucalipto no Estado de São Paulo. Enquanto a cana produz em torno de 10,6 toneladas de bagaço por hectare em um ano, o eucalipto chega a gerar de 23 a 25 toneladas de biomassa por hectare, no mesmo período, com alto potencial para serem transformadas em energia.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

APROVEITAMENTO DO EUCALIPTO

Atualmente se aproveita tudo do eucalipto. Das folhas, extraem-se óleos essenciais empregados em produtos de limpeza, alimentícios, em perfumes e até em remédios. O tronco fornece madeira para sarrafos, ripas, vigas, postes, varas, tábuas para embalagens, móveis, escoramento para construção civil, lenha e carvão. Sua fibra é utilizada como matéria-prima para a fabricação de papel e celulose.