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quarta-feira, 13 de abril de 2011

IRRIGAÇÃO DO EUCALIPTO LOGO APÓS O PLANTIO

Em geral o plantio do Eucalipto em muda ocorre sempre logo após a chuva, com a terra molhada. Na fazenda da Casamassima, em Buritizeiro, Minas Gerais, através do fomento com a Votorantim está sendo realizado um plantio de grandes proporções e, uma das recomendações dadas pelos responsáveis técnicos é a irrigação logo após o plantio.

A chuva cai e logo em seguida se dá o plantio, o sol e o calor do dia já começam a interferir na muda quando toca o solo. A muda é colocada em um buraco exatamente do tamanho do tubete e a irrigação em seguida garante que não ocorra perda por falta de água, devido ao buraco maior. O que ocorre é que se a raiz da planta não tocar o solo e se formar ali uma bolsa de ar, a muda pode morrer ou não se desenvolver propriamente. A irrigação logo após o plantio elimina esse empecilho.


Uma das questões mais relevantes em relação à produção florestal é a irrigação. O déficit hídrico acarreta perdas significativas na produção, gerando inclusive a “queima de ponteira”.

Essa técnica garante o crescimento das mudas com melhor aproveitamento e a diminuição do replantio por perda de mudas devido à déficit hídrico.

Fonte: Painel Florestal

segunda-feira, 21 de março de 2011

IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS

Mais um vídeo da série COMO PLANTAR EUCALIPTO do Painel Florestal.
Assistam:

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

PLANTIO DE EUCALIPTO EM GRANDES ÁREAS -IV

Carregamento

O carregamento dos caminhões pode ser executado com tratores adaptados com grua ou com carregadores especiais para a área florestal, como por exemplo os carregadores florestais.

A junção entre colheita, baldeio ou arraste e carregadores é chamado de módulo florestal. Os módulos florestais melhores para cada tipo de floresta vão depender muito do diâmetro das árvores, rotação da floresta, número de fuste por cepa, declividade do terreno, etc.

Após efetuar todas as etapas, a escolha do transporte ideal é decisiva para manter a qualidade da madeira. No Brasil a maioria do transporte de cargas é efetuado por modal rodoviário, por isto é de grande importância que os equipamentos utilizados apresentem uma tecnologia compatível com suas necessidades. A madeira utilizada pelos consumidores nacionais são transportadas traçadas, em árvores inteiras ou em cavacos.

No sistema de madeira traçada pode-se transportar a carga longitudinalmente ou transversalmente do caminhão, dependendo do comprimento da madeira utilizada. Este sistema é mais utilizado nas industrias de papel e celulose, pequenos consumidores de madeira, indústria de aglomerado, MDF, chapas de fibra, e outros.

Já no sistema de árvores inteiras, a madeira é transportada no sentido longitudinal do caminhão e é mais utilizado para espécies nativas ou para madeiras exóticas com a finalidade de uso em serraria.

Um outro sistema é o transporte de madeira em forma de cavacos. Este sistema utiliza máquinas picadoras no campo e a mudança total das carrocerias dos caminhões.

Também é utilizado no Brasil um sistema onde uma só máquina faz as etapas de baldeio, carregamento e transporte de madeira até a fábrica. Este equipamento fora de estrada é chamado de Timber Hauler. O que torna difícil sua utilização é que esta máquina só pode trafegar em estradas particulares devido a não adaptação do Timber Hauler as leis de tráfego brasileiras em estradas comuns, como por exemplo a sua largura e peso da composição.

Fonte: Floresta Brasil

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

PLANTIO DE EUCALIPTO EM GRANDES ÁREAS -III

Tratos culturais
É muito importante que as mudas plantadas fiquem livres de matos, principalmente no estágio inicial. Para eliminar o mato competição, além da aplicação de herbicida com equipamento adequado é recomendado fazer o pré-plantio e o pós plantio.

No pré-plantio é feita a eliminação das ervas infestantes para limpeza da área de plantio através do uso de herbicida pós-emergente liberados para uso florestal (bomba costal ou tratorizada).

O pós-plantio é conduzido através de intervenções nas áreas plantadas para eliminação das ervas infestantes, através do controle manual (capinas e roçadas), mecânico (roçadeiras) ou químico (herbicidas pré e pós-emergentes).

Entre os tratos culturais está o combate à formiga, principalmente. Para isso, é necessário um controle rigoroso utilizando métodos eficientes e seguros.

O combate consiste na eliminação de formigas cortadeiras através da aplicação localizada de isca formicida granulada no formigueiro ativo. O controle é feito com produto à base de sulfluramida, que é um composto químico de baixa toxicidade, classe IV (faixa verde, pouco tóxico) e biodegradável.

Repasse a formiga: eliminação das formigas remanescentes do primeiro combate através da aplicação localizada de isca formicida granulada no formigueiro ativo.

Outra operação importante é a redução de brotações através de moto-roçadeira ou ferramentas manuais. No caso do eucalipto pode ser deixado apenas um broto selecionado por cepa. A operação é realizada entre 8 e 12 meses após o corte, conforme o estágio de desenvolvimento da brotação.

A adubação de manutenção é realizada após o primeiro ano de plantio em áreas de implantação, reforma, rebrota ou desbaste.

Colheita
A atenção das empresas florestais e consumidores de madeira com relação a colheita florestal sempre foi muito grande por causa da alta representatividade nos custos de produção e elevada demanda de mão-de-obra.

Existem três sistemas de colheita florestal utilizados no Brasil, o manual, o semi-mecanizado e o mecanizado.

O sistema de colheita manual consiste na derrubada, desgalhamento e traçamento realizado apenas com o uso do machado. Já no sistema semi-mecanizado é utilizada alguma máquina aliada ao trabalho manual, como, por exemplo, realizar a derrubada e o processamento das árvores em toras utilizando motosserra e proceder o desgalhamento com o uso do machado.

O sistema mecanizado utiliza máquinas para realizar todas as operações de colheita, como, por exemplo, utilizar o Harvester para derrubar, desgalhar e torar as árvores. Existem diversos equipamentos utilizados para as diferentes operações florestais, bem como:

Feller-bunchers: são equipamentos sofisticados (tratores florestais cortadores - acumuladores) que acumulam árvores durante o processo de abate formando pilhas, o que facilita o transporte.

Harvesters: são máquinas polivalentes auto-propelidas (rodas ou esteira) que são capazes de operarem como cortadoras e processadoras de árvores e também cavaqueamento e/ou transporte de madeira.

O baldeio ou arraste pode ser realizada através de tratores adaptados (auto-carregáveis), ou por máquinas especificas para esta função com Skidder (Arraste) e o Forwarder (baldeio).

Forwarders (tratores florestais auto-carregáveis) - oferece condições ergonômicas favoráveis aos operadores, indicado também em desbastes iniciais (impacto reduzido em relação as demais técnicas). Capacidade de formar pilhas com até 4 metros de altura. Diminui manuseio de toras.

Skidders - utilizados para a extração de toras, apareceram em cena durante a década de 60, são veículos versáteis e fortes, fáceis de operar e econômicos. Robustez e facilidade de manutenção os tornam populares nos Estados Unidos, além de poderem trabalhar com uma larga margem de tamanhos de árvores.

Fonte: Floresta Brasil

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PLANTIO DE EUCALIPTO EM GRANDES ÁREAS -II

Adubações
Antes da adubação é indicado realizar análise de solo para recomendação da calagem e fertilização. A adubação de plantio visa o suprimento de nutrientes na fase inicial de vida da planta, realizada manualmente em mistura na cova de plantio. Já, a adubação em cobertura se aplica apenas em solos de baixíssima fertilidade.

Caso não seja realizada a análise do solo, pode-se adicionar à terra retirada da cova o adubo simples na dosagem de 120 g por cova. Misturar com a terra e após 40 ou 50 dias do plantio efetua-se a fertilização de cobertura ao redor da mudas, utilizando 100g de adubo.

Plantio
O plantio das mudas de eucalipto é realizado manualmente, através do uso de ferramentas apropriadas. Logo após o plantio, as mudas plantadas são irrigadas. Dependendo das condições climáticas pós-plantio, irrigações complementares são realizadas.

Posteriormente é feito o replantio e irrigação somente nas áreas (talhões) que apresentarem índices de falhas iguais ou superiores a 10% (clone) e 15% (semente) para espaçamentos entre mudas inferiores ou iguais a 9 m³ por planta. Para espaçamentos superiores, considera-se um índice de falha máximo de 3%, independente do material genético.

Fonte: Floresta Brasil

PLANTIO DE EUCALIPTO EM GRANDES ÁREAS

Escolha das Mudas
Em primeiro lugar é preciso ESCOLHER MUDAS DE QUALIDADE, o que evitará inúmeros problemas e permitirá obter uma floresta de qualidade. Para se obter uma maior produtividade é imprescindível que as mudas sejam clonadas, como já dissemos AQUI.

Tratos culturais
Depois vem o preparo do solo para receber o plantio de mudas em áreas de reforma (prévia eliminação das cepas rebrotadas, através do uso de herbicidas pós-emergentes) ou implantação.

Em seguida é efetuada a operação de sulcamento, baseada no conceito de cultivo mínimo. É realizada com o objetivo de romper possíveis camadas compactadas do solo e facilitar o coveamento e a aplicação de herbicida pré-emergente. Com isso, garante um rápido pegamento das mudas, maior uniformidade do plantio e o rápido crescimento na fase inicial do plantio.

Coveamento é a técnica utilizada para abertura das covas em áreas inclinadas, através do uso de enxadões (manualmente). As covas devem ser feitas, preferencialmente, com 20 cm de largura e 30 cm de profundidade nos espaçamentos desejados (mais comumente, 3,0 x 2,0 m).

Fonte: Floresta Brasil

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PREPARAÇÃO IDEAL DO SOLO PARA PLANTIO DE EUCALIPTO

Revolvimento do solo

È muito importante revolver o terreno para facilitar o plantio, fixar as raízes, aumentar a absorção de umidade, melhorar o crescimento e sobrevivência das mudas, além de facilitar o controle das plantas daninhas. Atualmente, não é mais recomendado o uso de arado ou grades pesadas, porque estes equipamentos causam uma revirada e perturbação nas camadas do solo, com prejuízos no aproveitamento da sua fertilidade natural e perda da matéria orgânica; ao invés disso, têm sido utilizados, preferencialmente, o subsolador e sulcador, somente nas linhas de plantio, objetivando o cultivo mínimo. Não se deve fazer o revolvimento do solo nos terrenos inclinados para não provocar erosão; nesse caso, as covas devem ser grandes para garantir o bom desenvolvimento das mudas.


Espaçamento
Por espaçamento entende-se a área ou espaço necessário para o crescimento e o desenvolvimento das plantas. O espaçamento é definido em função da espécie, grau de melhoramento, fertilidade do solo e dos produtos finais a serem obtidos. Os espaçamentos mais utilizados pelas empresas de reflorestamento estão apresentados abaixo

Espaçamento, densidade de plantas e finalidade de plantio mais utilizados nas empresas de reflorestamento no Brasil.

Espaçamento (m) Nº de plantas por hectare Finalidade do plantio
3,0 x 1,5 2,222 lenha, carvão, mourão, celulose

3,0 x 2,0 1,667 lenha, carvão, mourão, celulose

2,5 x 2,5 1,600 lenha, carvão, mourão, celulose

3,0 x 3,0 1,111 celulose, carvão, lenha, serraria

O espaçamento ideal é aquele que produz o máximo de madeira em volume, forma e qualidade, com o menor custo. O mais recomendado é que os plantios tenham, no mínimo, entre 6 a 9 metros quadrados por planta, com o mínimo de três metros entre as linhas de plantio.

Fonte: Prof. José de Castro Silva

terça-feira, 3 de agosto de 2010

SOLUÇÃO PARA PRAGA EUCALIPTO


O eucalipto, espécie madeireira originária da Austrália e das Ilhas da Oceania, é uma excelente fonte para produção de papel e celulose que traz muitos ganhos para o Brasil. No entanto, essa cultura é ameaçada por diversas pragas, doenças e plantas daninhas. No Brasil, entre as pragas naturais que a atacam destacam-se, principalmente, as formigas cortadeiras, os besouros e as lagartas desfolhadoras. E, recentemente, tornou-se mais preocupante a chegada ao país de uma nova praga que ataca o eucalipto: o psilídeo-de-concha.

Durante o Prosa Rural – programa de rádio da Embrapa veiculado de 10 a 14 de maio, o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Luiz Alexandre Nogueira de Sá fala sobre uma alternativa de combate a esta praga. Segundo ele, o controle biológico, feito com uso de uma vespinha parasitóide de nome complicado, Psyllaephagus bliteus, se mostrou como o método mais adequado, já tendo sido validado nos Estados Unidos e no México. O controle biológico com o uso deste inseto vem reduzindo a infestação da praga nos eucaliptos, conforme resultados obtidos nesses países.

Sá informa que para combater o psilídeo-de-concha, um dos métodos utilizados é o controle químico, com o uso de inseticidas sistêmicos de alto custo, impactantes ao meio ambiente e de efeito temporário. O custo estimado com aplicação desses inseticidas, de acordo com o pesquisador pode variar de R$ 40,00 a 150,00 por hectare, sendo necessárias, no mínimo, três aplicações por ano.

Segundo ele, estudos já estão em andamento no Brasil, com o objetivo de se conhecer a presença deste e de outros agentes de controle biológico nas florestas de eucalipto. “A vespa parasitóide, recém introduzida no país, está sendo criada em condições de laboratório e liberada nos hortos florestais de eucalipto na região de Jaguariúna, desde 2005”, informa.

De acordo com o pesquisador, a aplicação desta tecnologia está beneficiando tanto o pequeno e médio produtor rural de eucalipto para lenha, carvão, mourão de cerca e postes de rede elétrica; como o grande produtor na produção em larga escala de papel e celulose pelas indústrias do ramo florestal e de carvão para a siderurgia nacional; e também o meio ambiente pela utilização de uma tecnologia limpa, com o mínimo impacto ambiental e de baixo custo.

O Prosa Rural é o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

terça-feira, 27 de julho de 2010

SUZANO APOSTA NO PLANTIO NOTURNO PARA GARANTIR MAIOR PRODUTIVIDADE

Clima semiárido exigiu estratégia inovadora para garantir alto desempenho dos plantios


A implantação das operações da Suzano Papel e Celulose no Maranhão e Piauí para atender ao novo ciclo de crescimento anunciado em 2008, que prevê a construção de duas unidades a serem inauguradas, respectivamente em 2013 e 2014, tem exigido planejamento, metas claras e estratégias inovadoras para superar os desafios de um projeto desta grandiosidade.

Para driblar o clima semiárido e garantir o bom desempenho das áreas florestais no Piauí, parte das atividades de plantio passaram a ser executadas no período da noite. Passado o período de chuvas, que vai de dezembro a julho, o tempo é seco e muito quente. Segundo o Gerente Executivo de Operações Florestais no Piuaí, |Ricardo Simonetti, a temperatura varia entre 35oC e 45oC à sombra. “Essa condição climática dificulta tanto as condições humanas de trabalho quanto a sobrevivência das mudas”, explica, Simonetti.

Com o objetivo de cumprir as rigorosas metas do ano passado, fixadas em 11 mil hectares plantados até dezembro, a equipe identificou que o plantio noturno era uma excelente alternativa, garantindo melhores condições para os colaboradores e para o desenvolvimento das mudas. No entanto, foi preciso encontrar soluções para ter um terreno mais limpo, equipamentos de iluminação, optar pelo plantio com hidrogel e realizar irrigações no ato do plantio, de modo que elas permaneçam úmidas por mais tempo.

Os resultados foram muito positivos. “A produtividade é pelo menos 20% maior do que plantar no período diurno”, diz Simonetti. “Enquanto a equipe consumia 60 galões de água durante o dia para manter os colaboradores hidratados, no período da noite essa média caiu para 10 galões. “Embora o trabalho noturno seja mais oneroso, a maior produtividade e a satisfação das pessoas garantem o retorno positivo dessa iniciativa”, completa.

Em 2010, a previsão é plantar outros 38 mil hectares e dar continuidade às atividades de plantio noturno, especialmente entre os meses de junho a dezembro. Assim, manteremos boa parte da mão-de-obra contratada, reduzindo a sazonalidade e o contribuindo para o impacto social positivo na região.

Fonte: GWA

terça-feira, 22 de junho de 2010

VÍDEO 5: CLIMA

Reportagem da série Como Plantar que fala da importância de saber o clima da região onde se está antes de iniciar uma plantação de eucaliptos.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

VÍDEO 4: A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA

Continuamos a série de vídeo COMO PLANTAR.

O vídeo de hoje mostra a importância da água.

Assista:

segunda-feira, 14 de junho de 2010

VÍDEO 3: ANÁLISE DO SOLO

Série COMO PLANTAR do Painel Florestal.
O assunto agora é sobre análise do solo, muito importante para o sucesso de sua floresta.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

VÍDEO 1: SAIBA ESCOLHER A MUDA DE EUCALIPTO

O portal Painel Florestal disponibiliza uma série de reportagens que mostra – passo a passo - como plantar florestas.
O Primeiro vídeo é sobre a importância da escolha de mudas de Eucalipto de qualidade.

Não deixe de assistir:

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

FERTILIDADE DO SOLO


A fertilidade de um solo depende de vários aspectos, que precisam ser favoráveis para que nele possa ser desenvolvida a atividade agrícola. A preocupação dos agricultores, no que diz respeito ao solo, está associada à sua fertilidade. Tal fertilidade, como já foi dito, pode ser "medida" de várias formas e sob alguns pontos de vista.

O que é a fertilidade física de um solo? Nada mais é do que o conjunto de características físicas que este solo precisa ter para ser considerado mais ou menos fértil. Esta fertilidade depende da presença de oxigênio no solo, pois sem ele, os vegetais não se desenvolvem bem e a atividade agrícola fica prejudicada. De uma maneira geral, podemos dizer que a presença de uma boa quantidade de oxigênio aumenta a produtividade da plantação.

Não pode haver grandes quantidades de Alumínio e Manganês no solo, o que está ligado ao pH, que deve ser o mais adequado possível, para cada diferente cultura. Uma análise de solo é sempre recomendável, para que o pH seja determinado e que possíveis correções sejam feitas.

Outra importante e vital característica física que o solo deve apresentar para que se presta à agricultura é uma boa capacidade de infiltração de água. Solos impermeáveis ou com pouca capacidade de infiltração não são bons para a agricultura e devem ser "consertados" ou simplesmente descartados para esse uso.

Além das características físicas do solo, propriamente ditas, devemos ressaltar outro fator importante para que se saiba qual é a capacidade ou fertilidade do solo: a quantidade e a qualidade de vida existente nele. Minhocas, por exemplo, são ótimas para tornar o solo mais fértil e produtivo. A vida no solo deve ser rica e diversificada, num ecosistema saudável, para abrigar atividades agrícolas.

Tecnologia a serviço do solo e da agricultura

Para que o solo seja bem aproveitado, devemos utilizar sempre as melhores tecnologias disponíveis. Como a atividade agrícola causa uma forte alteração no sistema ecológico nativo, deve ser feita de forma a criar um novo sistema, balanceado e saudável através da utilização de técnicas como a adubação, irrigação, etc.

A principal função do trato do solo é mantê-lo sempre favorável ao plantio e ao desenvolvimento agrícola, principalmente através da sua renovação constante que é feita, principalmente, através da adição de matéria orgânica.

Fonte: Rural News

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

RENDA EXTRA: INTEGRAÇÃO LAVOURA/ PECUÁRIA/ FLORESTA

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais vai implantar, até março, 226 unidades demonstrativas do sistema de integração lavoura/pecuária/floresta, além de 885 novas áreas de plantio de eucalipto. O trabalho, que começou em 2008, foi incrementado em 2009 com o investimento de aproximadamente R$ 1,4 milhão pelo governo estadual.

A integração lavoura/pecuária/floresta consiste em aproveitar a mesma área de uma propriedade para desenvolver de duas a três atividades diferentes. O produtor pode consorciar o pasto com lavouras de grãos, como o milho. Ou ainda investir no plantio de florestas – geralmente eucalipto – para corte de madeira na mesma área usada para o pastoreio de animais ou para o cultivo de lavouras anuais.

“O trabalho para implantação das 226 unidades demonstrativas teve início em 2008. Desde então, estão sendo adquiridos e distribuídos adubos, sementes de milho e capim, além de mudas de eucalipto para produtores rurais”, explica o secretário da Agricultura, Gilman Viana. Os produtores estão fazendo o plantio em áreas de até dois hectares no sistema de integração. A assistência técnica é prestada pelos técnicos da Emater-MG. A empresa também é a responsável por fazer o levantamento dos produtores interessados em implantar as unidades demonstrativas. “A ideia é de que essas áreas sirvam de demonstração para outros produtores interessados. Dessa forma, estamos difundindo o sistema pelo estado”, diz o secretário.

A outra ação da secretaria é a aquisição e distribuição de insumos e mudas de eucalipto para 885 produtores. Cada um está recebendo mil mudas. Nesse caso, o plantio é feito em áreas entre um hectare (plantio adensado) e quatro hectares (consorciado com pasto e lavoura). Quem recebe as mudas pode optar em plantar apenas o eucalipto ou fazer a integração com outras culturas. Paralelamente à implantação das unidades demonstrativas, a Secretaria de Agricultura promoveu este ano a capacitação de 574 pessoas, entre técnicos e produtores.

Além do aproveitamento de uma mesma aérea para o desenvolvimento de até três atividades, o sistema integração lavoura/pecuária/floresta é considerado pelos especialistas uma das melhores práticas sustentáveis da agropecuária. “No caso de Minas Gerais, existem 25 milhões de hectares ocupados com pastagens. Uma parte está degradada. Uma das melhores maneiras de recuperar essas áreas é a integração com outras atividades, pois reduz o processo erosivo e melhora a fertilidade do solo ao fazer o plantio de outras culturas”, explica o coordenador de Bovinocultura de Corte da Emater-MG, José Alberto de Ávila Pires. Ele também lembra que o sistema é uma das melhores maneiras de aumentar a oferta de madeira para uso das indústrias do estado.

José Alberto alerta que a integração deve ser feita com assistência técnica, pois o espaçamento do plantio de grãos e de eucalipto vai variar de acordo com o tipo de integração.

Fonte: Esatdo de Minas 21/12/2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

COMBATE A FORMIGAS EM PLANTIOS DE EUCALIPTO

REPORTAGEM DO JORNAL ESTADO DE MINAS NO DIA 14/12/2009

Um dos maiores inimigos de plantios de várias espécies, como o eucalipto, são as formigas-cortadeiras. Por esse motivo, elas devem ser combatidas de 30 a 60 dias antes do preparo do terreno. Esse combate deve ser feito de preferência de meados de agosto a meados de outubro, épocas em que costuma não chover, e já próximas do período de plantio.

Após o primeiro combate, o produtor deve vigiar constantemente a área. Aparecendo nova movimentação de formigas, deve ser feita nova aplicação de imediato, mesmo após o plantio.

O formicida mais fácil de usar, de menor custo, e que apresenta bons resultados quando aplicado corretamente, são as iscas granuladas.

Devem ser usadas iscas à base de sulfuramida, registradas no Ministério da Agricultura.

APLICAÇÃO
Deve-se medir a terra solta em cima do formigueiro para obter a área em metros quadrados, o que é obtido multiplicando-se o comprimento da terra solta pela sua largura. Usar para cada metro quadrado de formigueiro a dosagem recomendada pelo fabricante na embalagem, que geralmente é de 6 a 10 gramas de isca por metro quadrado.

A quantidade calculada de iscas deve ser distribuída ao lado dos carreiros mais movimentados, usando sempre o equipamento de proteção individual (EPI) e respeitando as demais normas de segurança conforme recomendações do Receituário Agronômico e das contidas na embalagem do fabricante. As próprias formigas se encarregarão de levar a isca para dentro dos formigueiros, que contaminará os fungos dos quais as formigas se alimentam, matando-as de fome.

LEMBRAR QUE:
. As iscas só podem ser usadas na época seca.
. Não devem ser aplicadas em terreno molhado.
. Deve-se aplicar a isca no fim da tarde.
. Não se deve tocar a isca sem luvas. Além do problema da toxidez para o aplicador, o cheiro da mão nua passará para a isca, e as formigas não carregarão a isca.
. Procure sempre um técnico para orientá-lo.

OBSERVAÇÃO:
As iscas formicidas são produtos tóxicos, e para sua aquisição é necessário que um profissional habilitado emita o Receituário Agronômico, devendo as recomendações ali fornecidas ser estritamente seguidas, inclusive quanto ao uso de equipamento de proteção individual.


Fonte: Ivo Pera Eboli, engenheiro florestal, coordenador técnico estadual de Silvicultura da Emater-MG

terça-feira, 18 de agosto de 2009

ADUBAÇÃO DAS MUDAS DE EUCALIPTO

De maneira geral, pode-se recomendar a seguinte adubação:
Recomendação de adubação com fertilizante mineral para eucaliptos,de acordo com a interpretação dos teores de P e K do solo, com base nos resultados da análise química.
B= baixo; M= médio; A=alta


Adubação de plantio
A regra é colocar o adubo o mais perto possível da muda. O adubo pode ser aplicado na cova ou no sulco de plantio. No primeiro caso o adubo deve ser colocado no fundo da cova antes do plantio, bem misturado com a terra para evitar danos à raiz das mudas No segundo caso o adubo é distribuído no fundo do sulco de plantio, aberto pelo sulcador, ou outro implemento agrícola.

Adubação de cobertura
Embora não seja uma prática comum, a adubação de cobertura é indicada, pois ela complementa a adubação de plantio. No caso de não se fazer a adubação de cobertura, a quantidade recomendada para plantio e cobertura devem ser aplicadas no ato do plantio.
A adubação de cobertura é feita aproximadamente 3 meses após o plantio. O adubo é distribuído ao lado das plantas, em faixas ou em coroamento. Após aplicação é recomendado cobri-lo com terra.

Adubação de manutenção
Tem como objetivo fornecer K, Ca e Mg para as plantas. Deve ser aplicada quando as plantas tiverem de 2,5 a 3,0 anos de idade. Nos casos de solo muito ácido ou baixos teores de Ca e Mg, é recomendando aplicar juntamente com o potássio, o calcário dolomitico na quantidade de 2,0 toneladas por hectare.
A aplicação é feita distribuindo o adubo e o Calcário entre as linhas de plantio. Após aplicação deve fazer uma incorporação superficial, isto é, a aproximadamente 5,0 cm de profundidade.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

ESPAÇAMENTO ADEQUADO PARA EUCALIPTO

O espaçamento influencia na taxa de crescimento, na qualidade da madeira produzida, na idade de corte, nas idades e intensidades de desbaste requeridas, nas práticas de manejo e, consequentemente, nos custos de produção. Essa variável é, provavelmente, uma das mais importantes para a qualidade e produtividade da matéria-prima a ser produzida.

O espaçamento afeta, fortemente, o crescimento diamétrico do tronco das árvores e, como está associado à densidade populacional, afeta, também, a intensidade de uso dos recursos hídricos e nutricionais do solo, bem como da luminosidade disponível na área. Se a densidade de plantio for demasiadamente elevada (espaçamento restrito entre árvores), tais recursos não serão suficientes para atender a demanda do povoamento, acarretando decréscimo no volume e na qualidade da madeira produzida na área. Se a densidade for demasiadamente baixa (espaçamento amplo entre árvores), as árvores não aproveitarão todos os recursos disponíveis e haverá menor produção por área. Portanto, o planejamento da densidade de plantio deve ter como base a obtenção do máximo de retorno por área. Normalmente, usam-se espaçamentos variando entre 3 m x 2 m e 3 m x 3 m que possibilitam tratos culturais mecanizados. (Fonte: Embrapa).
OBS: Na região de Lages/SC, normalmente usa-se o espaçamento 2,5 x 2,0 para pinus e 3,0 x 2,5 para eucalipto.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

PLANO DE MANEJO FLORESTAL

O plano de manejo pode ser organizado em três etapas:

1. Na primeira, faz-se o zoneamento ou divisão da propriedade florestal em áreas exploráveis; áreas de preservação permanente e áreas inacessíveis à exploração.

2. A segunda etapa consiste no planejamento das estradas secundárias que conectam a área de exploração às estradas primárias.

3. Na terceira etapa, divide-se a área alocada para exploração em blocos ou talhões de exploração anual.

Saiba mais sobre:
MANEJO FLORESTAL

quarta-feira, 8 de julho de 2009

EUCALIPTO IRRIGADO - PRECOCIDADE E PRODUTIVIDADE

O eucalipto já tem uma excelente produtividade no Brasil imagine irrigado então! A notícia do jornal Correio do Estado do MS fala sobre um projeto de eucalipto irrigado para suprir de madeira a empresa MMX para a produção de ferro gusa em Corumbá:

A MMX tem um projeto pioneiro no País de fertirrigação em florestas plantadas com eucalipto, objetivando dobrar a produtividade por hectare da cultura em MS nos próximos cinco anos. A estimativa da empresa é que a irrigação estratégica de água e nutrientes nas quantidades necessárias ao desenvolvimento das plantas possa reduzir o tempo de corte do eucalipto dos atuais sete anos para cinco anos, além de elevar o rendimento de 35 metros cúbicos de madeira por hectare/ano para 80 m³ de madeira/ha/ano.

De acordo com o gerente florestal da MMX, Antônio José, além de duplicar a produtividade, o projeto possibilitará a redução, pela metade, da área plantada com eucalipto e o encurtamento do ciclo da cultura. "A meta é dobrarmos a produtividade em relação ao plantio convencional que não recebe fertirrigação", disse.

Para alcançar estes objetivos, a empresa investiu numa técnica desenvolvida pela empresa israelense Netafim, que está presente em mais de 120 países, que evita a erosão do solo e gera baixa evaporação da água. O processo, segundo a empresa, disponibiliza água e nutrientes de forma racional para a planta, na quantidade exata que ela precisa, de forma que a planta receba o volume adequado de água durante todo o ano, mesmo no período de seca.