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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

SILVICULTURA CLONAL DE EUCALIPTO

No Brasil, onde há variações das condições naturais entre as regiões, a área de plantios clonais de eucalipto vem sendo ampliada cada vez mais graças à disponibilidade de clones selecionados para as mais diversas regiões e objetivos comerciais, tudo isso juntamente com um custo competitivo.

Para dar início à silvicultura clonal de eucalipto é preciso selecionar árvores com características superiores (Matrizes) e produzir clones desta planta através da propagação vegetativa por meio do regate de brotos. O processo consiste em cortar a árvore selecionada, para que ela emita brotações, os quais são posteriormente coletadas e estaqueadas. A planta entra em processo de enraizamento e é armazenada com as condições devidas na casa de vegetação.

Na casa de vegetação as plantas se desenvolvem e podem ser utilizadas como jardins clonais, sendo utilizadas pra produção de outros clones ou vão para o campo onde originarão um plantio homogêneo o qual atende de forma mais produtiva às diferentes necessidades.

O Plantio com Clones oferece inúmeros benefícios. Há a espécie correta para cada finalidade da madeira e a silvicultura clonal oferece maior produtividade para cada uma delas. Além da padronização do produto a facilidade do manejo também é bem maior em um plantio com clones.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

SOLUÇÃO PARA PRAGA EUCALIPTO


O eucalipto, espécie madeireira originária da Austrália e das Ilhas da Oceania, é uma excelente fonte para produção de papel e celulose que traz muitos ganhos para o Brasil. No entanto, essa cultura é ameaçada por diversas pragas, doenças e plantas daninhas. No Brasil, entre as pragas naturais que a atacam destacam-se, principalmente, as formigas cortadeiras, os besouros e as lagartas desfolhadoras. E, recentemente, tornou-se mais preocupante a chegada ao país de uma nova praga que ataca o eucalipto: o psilídeo-de-concha.

Durante o Prosa Rural – programa de rádio da Embrapa veiculado de 10 a 14 de maio, o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Luiz Alexandre Nogueira de Sá fala sobre uma alternativa de combate a esta praga. Segundo ele, o controle biológico, feito com uso de uma vespinha parasitóide de nome complicado, Psyllaephagus bliteus, se mostrou como o método mais adequado, já tendo sido validado nos Estados Unidos e no México. O controle biológico com o uso deste inseto vem reduzindo a infestação da praga nos eucaliptos, conforme resultados obtidos nesses países.

Sá informa que para combater o psilídeo-de-concha, um dos métodos utilizados é o controle químico, com o uso de inseticidas sistêmicos de alto custo, impactantes ao meio ambiente e de efeito temporário. O custo estimado com aplicação desses inseticidas, de acordo com o pesquisador pode variar de R$ 40,00 a 150,00 por hectare, sendo necessárias, no mínimo, três aplicações por ano.

Segundo ele, estudos já estão em andamento no Brasil, com o objetivo de se conhecer a presença deste e de outros agentes de controle biológico nas florestas de eucalipto. “A vespa parasitóide, recém introduzida no país, está sendo criada em condições de laboratório e liberada nos hortos florestais de eucalipto na região de Jaguariúna, desde 2005”, informa.

De acordo com o pesquisador, a aplicação desta tecnologia está beneficiando tanto o pequeno e médio produtor rural de eucalipto para lenha, carvão, mourão de cerca e postes de rede elétrica; como o grande produtor na produção em larga escala de papel e celulose pelas indústrias do ramo florestal e de carvão para a siderurgia nacional; e também o meio ambiente pela utilização de uma tecnologia limpa, com o mínimo impacto ambiental e de baixo custo.

O Prosa Rural é o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

COMBATE A FORMIGAS EM PLANTIOS DE EUCALIPTO

REPORTAGEM DO JORNAL ESTADO DE MINAS NO DIA 14/12/2009

Um dos maiores inimigos de plantios de várias espécies, como o eucalipto, são as formigas-cortadeiras. Por esse motivo, elas devem ser combatidas de 30 a 60 dias antes do preparo do terreno. Esse combate deve ser feito de preferência de meados de agosto a meados de outubro, épocas em que costuma não chover, e já próximas do período de plantio.

Após o primeiro combate, o produtor deve vigiar constantemente a área. Aparecendo nova movimentação de formigas, deve ser feita nova aplicação de imediato, mesmo após o plantio.

O formicida mais fácil de usar, de menor custo, e que apresenta bons resultados quando aplicado corretamente, são as iscas granuladas.

Devem ser usadas iscas à base de sulfuramida, registradas no Ministério da Agricultura.

APLICAÇÃO
Deve-se medir a terra solta em cima do formigueiro para obter a área em metros quadrados, o que é obtido multiplicando-se o comprimento da terra solta pela sua largura. Usar para cada metro quadrado de formigueiro a dosagem recomendada pelo fabricante na embalagem, que geralmente é de 6 a 10 gramas de isca por metro quadrado.

A quantidade calculada de iscas deve ser distribuída ao lado dos carreiros mais movimentados, usando sempre o equipamento de proteção individual (EPI) e respeitando as demais normas de segurança conforme recomendações do Receituário Agronômico e das contidas na embalagem do fabricante. As próprias formigas se encarregarão de levar a isca para dentro dos formigueiros, que contaminará os fungos dos quais as formigas se alimentam, matando-as de fome.

LEMBRAR QUE:
. As iscas só podem ser usadas na época seca.
. Não devem ser aplicadas em terreno molhado.
. Deve-se aplicar a isca no fim da tarde.
. Não se deve tocar a isca sem luvas. Além do problema da toxidez para o aplicador, o cheiro da mão nua passará para a isca, e as formigas não carregarão a isca.
. Procure sempre um técnico para orientá-lo.

OBSERVAÇÃO:
As iscas formicidas são produtos tóxicos, e para sua aquisição é necessário que um profissional habilitado emita o Receituário Agronômico, devendo as recomendações ali fornecidas ser estritamente seguidas, inclusive quanto ao uso de equipamento de proteção individual.


Fonte: Ivo Pera Eboli, engenheiro florestal, coordenador técnico estadual de Silvicultura da Emater-MG

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

EXCELÊNCIA NA PRODUÇÃO FLORESTAL

As florestas comerciais têm um desenvolvimento econômico com elevada competitividade, quando implantadas nas regiões tropicais. A luminosidade e a quantidade de dias com incidência do sol durante o ano fazem com que o crescimento das plantas nos trópicos seja três vezes mais rápido do que nas regiões de clima temperado. Aqui no Brasil, o eucalipto, por exemplo, chega ao ponto de corte aos sete anos, enquanto na Europa as árvores levam 21 anos para se desenvolver.


Irrefutavelmente, as condições brasileiras para o plantio de florestas colocam a produção do país na vanguarda da competitividade, com elevada redução dos custos no processo de obtenção dos derivados de madeira. Os três principais produtos da cadeia produtiva do plantio florestal são o papel, a celulose e as fontes energéticas, entre elas o carvão.

No caso de Minas Gerais, por exemplo, o setor de florestas plantadas vem se desenvolvendo de tal maneira que já se posiciona na linha de frente do agronegócio estadual. Minas tem a maior área de florestas plantadas do país, com aproximadamente 1,2 milhão de hectares, distribuídos em 300 municípios e gera cerca de 800 mil empregos diretos e indiretos.

Em 2008, as exportações do agronegócio florestal de Minas Gerais foram responsáveis por 11% das vendas internacionais de todo o agronegócio estadual. E os embarques dos produtos florestais somaram um milhão de toneladas e movimentaram US$ 633 milhões.

Além disso, no contexto atual de pressão mundial pela substituição de combustíveis de origem fóssil pela energia limpa, a biomassa proveniente das florestas energéticas apresenta-se com um valioso sucedâneo.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

ADUBAÇÃO DAS MUDAS DE EUCALIPTO

De maneira geral, pode-se recomendar a seguinte adubação:
Recomendação de adubação com fertilizante mineral para eucaliptos,de acordo com a interpretação dos teores de P e K do solo, com base nos resultados da análise química.
B= baixo; M= médio; A=alta


Adubação de plantio
A regra é colocar o adubo o mais perto possível da muda. O adubo pode ser aplicado na cova ou no sulco de plantio. No primeiro caso o adubo deve ser colocado no fundo da cova antes do plantio, bem misturado com a terra para evitar danos à raiz das mudas No segundo caso o adubo é distribuído no fundo do sulco de plantio, aberto pelo sulcador, ou outro implemento agrícola.

Adubação de cobertura
Embora não seja uma prática comum, a adubação de cobertura é indicada, pois ela complementa a adubação de plantio. No caso de não se fazer a adubação de cobertura, a quantidade recomendada para plantio e cobertura devem ser aplicadas no ato do plantio.
A adubação de cobertura é feita aproximadamente 3 meses após o plantio. O adubo é distribuído ao lado das plantas, em faixas ou em coroamento. Após aplicação é recomendado cobri-lo com terra.

Adubação de manutenção
Tem como objetivo fornecer K, Ca e Mg para as plantas. Deve ser aplicada quando as plantas tiverem de 2,5 a 3,0 anos de idade. Nos casos de solo muito ácido ou baixos teores de Ca e Mg, é recomendando aplicar juntamente com o potássio, o calcário dolomitico na quantidade de 2,0 toneladas por hectare.
A aplicação é feita distribuindo o adubo e o Calcário entre as linhas de plantio. Após aplicação deve fazer uma incorporação superficial, isto é, a aproximadamente 5,0 cm de profundidade.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

QUAL O PADRÃO DE MUDAS RECOMENDADO PELA EMBRAPA?

As mudas devem estar vigorosas, com a copa bem formada e o sistema radicular vigoroso.
Após o final da fase de rustificação, as mudas deverão ser novamente selecionadas e padronizadas. As que estiverem fora do padrão estabelecido deverão ser retornadas à fase de rustificação ou, eventualmente, de crescimento. Como padrão de muda adequada ao plantio, recomenda-se adotar os seguintes níveis críticos:
1. altura da parte aérea: 14 a 15 cm;
2. diâmetro do colo: 3 a 4 mm.
Mudas da Griff Florestal (Clic para aumentar)

O que é rustificação das mudas?
A rustificação das mudas é feita com o objetivo de prepará-las, fisiologicamente, para suportar o choque do plantio e as adversidades ambientais das primeiras semanas que o sucedem. As mudas deverão estar preparadas, com reserva nutricional que lhes possibilite o pronto crescimento, bem como a tolerância aos estresses (falta de água, retirada dos tubetes e transporte). Algumas práticas de rustificação das mudas, envolvendo controle do regime de água e adubação, podem minimizar esses problemas. (Fonte: Embrapa)

terça-feira, 28 de julho de 2009

QUAL A VENTAGEM DAS MUDAS DE EUCALIPTO FEITAS EM TUBETES?

O sistema de produção de mudas em tubetes está cada vez mais utilizado, e tem como objetivo melhorar a qualidade da muda.

As funções básicas dos tubetes são:
Biológica - propiciar suporte e nutrição às mudas, proteger as raízes de danos mecânicos e da desidratação, molda-las em forma favorável para o desenvolvimento das raízes, bem como maximizar a taxa de sobrevivência e crescimento inicial após o plantio, além de estender a época de plantio.
Operacional - racionalizar o manejo no viveiro, viabilizando a mecanização de quase todas as fases, o enchimento das embalagens, a semeadura, a classificação e o transporte das mudas, além de um maior rendimento no plantio posterior.

Vantagens do sistema de tubetes:
• Menores dimensões do torrão (diâmetro) favorecendo o processo produtivo (maior eficiência), o transporte e o plantio;
• Boas condições de assepsia , reduzindo os riscos de ocorrência de doenças;
• Melhor qualidade para o sistema radicular.

Fonte: Guia Florestal

quinta-feira, 2 de julho de 2009

VISITA A CLIENTES: FLORESTA COM 05 MESES

Sempre que podemos, acompanhamos o desenvolvimento das florestas plantadas com nossas mudas, assim avaliamos e checamos a qualidade de nossos produtos e temos um retorno da impressões de nossos clientes.
Esta semana visitamos a fazenda Café Citro aqui em Oliveira e ficamos muito felizes com o desenvolvimeno das árvores que com apenas 05 meses de plantio, estão lindas, saudáveis e com desenvolvimento acima da média.
Assim com nós o proprietário da fazenda se mostrou entusiasmado e muito satisfeito com o resultado obtido em sua floresta. Resultado da escolha de mudas clonadas de qualidade e de um processo de plantio correto e profissional.

Parabéns a toda a equipe da Café Citro pelo excelente trabalho e Obrigado pela confinaça.

terça-feira, 23 de junho de 2009

CONTROLE DE MATO NAS FLORESTAS DE EUCALIPTO


Uma das principais razões para o grande sucesso das florestas plantadas no Brasil, tem sido o avanço tecnológico do controle da matocompetição (vegetação que nasce entre as árvores), seu monitoramento e controle eficaz.

A vegetação que concorre com o Eucalipto pode acontecer em maior ou menor grau e depende muito do uso que a terra sofreu antes da plantação. O mato que compete com as florestas gera muitos problemas, atrapalha o desenvolvimento das árvores e os processos de colheita; favorece incêndios; encarece as operações; pode ter plantas alelopáticas e espécies agressivas, que causam danos mecânicos e de abafamento aéreo da copa, etc.

O controle do mato é realizado em algumas fases importantes das atividades florestais: pré-plantio para limpeza da área; durante plantio das mudas e nos serviços de manutenção após o plantio, até que a floresta plantada tenha dimensão suficiente para vencer o mato por sua altura e copas bem formadas. Isso significa que o mato é problema desde a fase anterior ao plantio até cerca de um ano pós-plantio. Isso vai depender do crescimento da floresta e da intensidade da infestação de mato.

Existem empresas que prolongam o controle da matocompetição por toda a rotação florestal. Elas querem manter a floresta plantada "limpa", para facilitar a colheita e também porque seus estudos revelam que o sub-bosque reduz a produtividade de forma significativa pela competição por água e nutrientes. Isso é mais comum em florestas plantadas de mudas de sementes e menos usual em florestas clonais. Essas, pela sua uniformidade e rapidez de crescimento, são naturalmente "mais limpas".

São diversas as formas de se controlar a matocompetição, mas hoje a dominante é a realizada pela aplicação de herbicidas (capina química). Durante muitos anos, as empresas florestais controlaram o mato por capinas manuais e mecânicas (roçadeiras e grades). Esses tipos de capinas foram gradualmente perdendo espaço para a capina química pela alta demanda de uma mão-de-obra, altos custos e baixa eficiência.

Os herbicidas na silvicultura começaram tímidos por volta dos anos 70's, mas hoje são dominantes pelas seguintes razões:

• baixo custo e alta eficiência;
• relativamente baixa ecotoxicidade e baixo efeito aos organismos não-alvos;
• baixa migração para o solo e para as águas subterrâneas;
• alta seletividade para as plantas alvo;
• equipamentos de aplicação desenvolvidos para mínimo dano às pessoas, às plantas da cultura e para evitar "deriva" (migração para outras áreas).

Os compostos mais usuais sendo aplicados nas plantações florestais são: glifosato, oxifluorfen, imazetapyr, imazapic, imazapyr, dentre muitos outros. De qualquer maneira, há que se entender que para se usar herbicidas não há uma regra fixa: os casos variam nas diversas regiões e épocas do ano e também em função do mato a ser combatido. Por essa razão, é muito bom obter informações sobre isso, antes de se aventurar a fazer aplicações sem os devidos cuidados e conhecimentos.

terça-feira, 16 de junho de 2009

FLORESTAS CLONAIS

Veja a reportagem exibida pelo Jornal do Almoço em Santa Catarina, que fala sobre as vantagens das mudas de eucalipto clonadas: