sexta-feira, 6 de agosto de 2010

DO EUCALIPTO, O MENTOL

Pesquisadores conseguem extrair essência usada em indústrias como as de cosméticos, produtos de limpeza e fragrâncias a partir do óleo extraído da espécie citriodora. Descoberta pode fazer com que o Brasil deixe de depender exclusivamente da importação.

O que o eucalipto da espécie citriodora tem a ver com o poderoso mercado do mentol, que movimenta ao ano US$ 18,5 bilhões em todo o mundo? A resposta vem de um grupo de pesquisadores do Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O grupo conseguiu transformar, pela primeira vez, o óleo essencial do eucalipto em mentol sintético. O produto químico é utilizado em larga escala por indústrias de produtos de limpeza, cosméticos, medicamentos, fragrâncias e aromas, e até mesmo pela indústria de alimentos, que emprega o componente na fabricação de balas e pastilhas com aroma, sabor e frescor mentolado.

Apesar de ser grande produtor de óleos essenciais, o Brasil é um grande importador do mentol sintético. Todo o produto é comprado do Japão e da Alemanha, que detêm a tecnologia de produção do mentol, obtido a partir de plantas do gênero mentha. A novidade da pesquisa mineira foi mostrar que o óleo essencial, extraído por meio da decantação de folhas da espécie citriodora, também pode ser transformado no componente sintético. O óleo obtido de outras espécies, como o eucalipto utilizado para a indústria do papel, não têm propriedades aromáticas. A ideia é que, a partir de agora, o produto passe a ser feito no país, abastecendo o mercado interno e reduzindo a dependência externa. Com a nova tecnologia, o país também ganha a chance de concorrer no bilionário mercado internacional.

O estudo, coordenado pela professora Elena Goussevskaia, já está patenteado. No país, não foram identificadas outras rotas de produção, nem mesmo com patentes estrangeiras. O novo produto é resultado da aplicação de um processo químico inovador. Foi utilizado um catalisador que transforma o citronelal, composto presente no óleo de eucalipto, em mentol. Além do óleo, principal insumo da pesquisa, a tecnologia envolve também o uso do gás hidrogênio e de catalisadores.


O processo ocorre em um reator, no qual o óleo de eucalipto citriodora entra em contato com o catalisador e com o hidrogênio, formando o óleo mentolado. “A molécula essencial é transformada em uma molécula sintética”, explica a pesquisadora Patrícia Robles Dutenhefner. Segundo ela, o produto obtido a partir do eucalipto tem as mesmas características aromáticas do mentol atualmente encontrado no mercado e, por isso, tem potencial para abastecer indústrias, como a de fragrâncias.

Outra inovação do estudo é que com o uso do catalisador foi possível, em uma única etapa, passar do óleo de eucalipto para o mentol. Como explica Robles, mundialmente o mentol sintético é obtido a partir de seis etapas químicas. A obtenção da matéria-prima é sempre um desafio e virou outro diferencial do mentol mineiro . Em Minas, a espécie citriodora já é cultivada em larga escala e, para dar impulso à nova tecnologia, as plantações poderiam ser fomentadas por meio de cooperativas agrícolas, o que garantiria o fornecimento do óleo essencial, para ser transformado no produto de maior valor agregado, impulsionando também produtores agrícolas.

Mercado promissor
Com perspectivas de ganhar o mercado, o estudo já está sendo testado em um pré-piloto para que o produto seja feito em grande escala. Segundo a pesquisadora, como o procedimento é simples, realizado em uma única etapa química, a tecnologia nacional poderá ter custo mais baixo que a dos concorrentes internacionais. A intenção é que o mentol de eucalipto se transforme em um negócio lucrativo. “Para que o Brasil se torne uma potência em ciência e tecnologia, é preciso direcionar as pesquisas para o mercado”, defende o gerente de Inovação e Tecnologia do Sebrae-MG, Anizio Vianna. Com a Secretaria de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, o Sebrae desenvolve projetos para fomentar a criação de empresas, e o projeto de transformação do óleo do eucalipto em mentol sintético chamou atenção das instituições pelo seu potencial.

O estudo da viabilidade do mercado para o mentol já está concluído e a próxima etapa será o plano tecnológico. “Todo o mentol utilizado no Brasil é importado. O país, porém, está entre os maiores exportadores do óleo essencial, que é pouco utilizado aqui para síntese de compostos de alto valor comercial”, diz Vianna. Outros óleos essenciais, como os de pinho e de laranja, estão sendo estudados pelo grupo de pesquisadores da UFMG, já que também podem ser transformados em mentol sintético. No entanto, a pesquisa está avançada apenas com o eucalipto.

Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, 3 de agosto de 2010

SOLUÇÃO PARA PRAGA EUCALIPTO


O eucalipto, espécie madeireira originária da Austrália e das Ilhas da Oceania, é uma excelente fonte para produção de papel e celulose que traz muitos ganhos para o Brasil. No entanto, essa cultura é ameaçada por diversas pragas, doenças e plantas daninhas. No Brasil, entre as pragas naturais que a atacam destacam-se, principalmente, as formigas cortadeiras, os besouros e as lagartas desfolhadoras. E, recentemente, tornou-se mais preocupante a chegada ao país de uma nova praga que ataca o eucalipto: o psilídeo-de-concha.

Durante o Prosa Rural – programa de rádio da Embrapa veiculado de 10 a 14 de maio, o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Luiz Alexandre Nogueira de Sá fala sobre uma alternativa de combate a esta praga. Segundo ele, o controle biológico, feito com uso de uma vespinha parasitóide de nome complicado, Psyllaephagus bliteus, se mostrou como o método mais adequado, já tendo sido validado nos Estados Unidos e no México. O controle biológico com o uso deste inseto vem reduzindo a infestação da praga nos eucaliptos, conforme resultados obtidos nesses países.

Sá informa que para combater o psilídeo-de-concha, um dos métodos utilizados é o controle químico, com o uso de inseticidas sistêmicos de alto custo, impactantes ao meio ambiente e de efeito temporário. O custo estimado com aplicação desses inseticidas, de acordo com o pesquisador pode variar de R$ 40,00 a 150,00 por hectare, sendo necessárias, no mínimo, três aplicações por ano.

Segundo ele, estudos já estão em andamento no Brasil, com o objetivo de se conhecer a presença deste e de outros agentes de controle biológico nas florestas de eucalipto. “A vespa parasitóide, recém introduzida no país, está sendo criada em condições de laboratório e liberada nos hortos florestais de eucalipto na região de Jaguariúna, desde 2005”, informa.

De acordo com o pesquisador, a aplicação desta tecnologia está beneficiando tanto o pequeno e médio produtor rural de eucalipto para lenha, carvão, mourão de cerca e postes de rede elétrica; como o grande produtor na produção em larga escala de papel e celulose pelas indústrias do ramo florestal e de carvão para a siderurgia nacional; e também o meio ambiente pela utilização de uma tecnologia limpa, com o mínimo impacto ambiental e de baixo custo.

O Prosa Rural é o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

PUBLICADA REGRAS PARA PLANTIO DE EUCALIPTO

Os produtores que trabalham com eucalipto já podem conferir as regras do zoneamento agrícola para a cultura

Os produtores que trabalham com eucalipto já podem conferir as regras do zoneamento agrícola para a cultura. As áreas aptas e os períodos de plantio com menor risco climático foram divulgados, nesta quinta-feira (8/7), no Diário Oficial da União (DOU), nas Portarias N° 198 a 206.

As normas englobam os estados da Bahia, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, além do Distrito Federal. O plantio objetiva atender as demandas de matéria-prima para indústrias de papel e celulose, carvão vegetal, compensados, lâminas e painéis reconstituídos.

Eucalipto - O gênero Eucalyptus é originário da Austrália, pertence à família Myrtaceae e possui cerca de 600 espécies no mundo. O clima tropical ou subtropical contribui para o crescimento da cultura, que prefere solos limosos, férteis e drenados.

Veja o texto neste link
Fonte: Portal do agronegócio

terça-feira, 27 de julho de 2010

SUZANO APOSTA NO PLANTIO NOTURNO PARA GARANTIR MAIOR PRODUTIVIDADE

Clima semiárido exigiu estratégia inovadora para garantir alto desempenho dos plantios


A implantação das operações da Suzano Papel e Celulose no Maranhão e Piauí para atender ao novo ciclo de crescimento anunciado em 2008, que prevê a construção de duas unidades a serem inauguradas, respectivamente em 2013 e 2014, tem exigido planejamento, metas claras e estratégias inovadoras para superar os desafios de um projeto desta grandiosidade.

Para driblar o clima semiárido e garantir o bom desempenho das áreas florestais no Piauí, parte das atividades de plantio passaram a ser executadas no período da noite. Passado o período de chuvas, que vai de dezembro a julho, o tempo é seco e muito quente. Segundo o Gerente Executivo de Operações Florestais no Piuaí, |Ricardo Simonetti, a temperatura varia entre 35oC e 45oC à sombra. “Essa condição climática dificulta tanto as condições humanas de trabalho quanto a sobrevivência das mudas”, explica, Simonetti.

Com o objetivo de cumprir as rigorosas metas do ano passado, fixadas em 11 mil hectares plantados até dezembro, a equipe identificou que o plantio noturno era uma excelente alternativa, garantindo melhores condições para os colaboradores e para o desenvolvimento das mudas. No entanto, foi preciso encontrar soluções para ter um terreno mais limpo, equipamentos de iluminação, optar pelo plantio com hidrogel e realizar irrigações no ato do plantio, de modo que elas permaneçam úmidas por mais tempo.

Os resultados foram muito positivos. “A produtividade é pelo menos 20% maior do que plantar no período diurno”, diz Simonetti. “Enquanto a equipe consumia 60 galões de água durante o dia para manter os colaboradores hidratados, no período da noite essa média caiu para 10 galões. “Embora o trabalho noturno seja mais oneroso, a maior produtividade e a satisfação das pessoas garantem o retorno positivo dessa iniciativa”, completa.

Em 2010, a previsão é plantar outros 38 mil hectares e dar continuidade às atividades de plantio noturno, especialmente entre os meses de junho a dezembro. Assim, manteremos boa parte da mão-de-obra contratada, reduzindo a sazonalidade e o contribuindo para o impacto social positivo na região.

Fonte: GWA

quinta-feira, 15 de julho de 2010

POLÊMICA ENVOLVE NOVO CÓDIGO FLORESTAL

Veja a reportagem do Globo Rural do último domingo, que fala do novo Código Florestal.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

VÍDEO 6: LEGISLAÇÃO

Este vídeo aborda a legislação florestal, o novo código florestal e o que você precisa saber antes de iniciar o seu plantio.

terça-feira, 22 de junho de 2010

VÍDEO 5: CLIMA

Reportagem da série Como Plantar que fala da importância de saber o clima da região onde se está antes de iniciar uma plantação de eucaliptos.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

VÍDEO 4: A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA

Continuamos a série de vídeo COMO PLANTAR.

O vídeo de hoje mostra a importância da água.

Assista:

segunda-feira, 14 de junho de 2010

VÍDEO 3: ANÁLISE DO SOLO

Série COMO PLANTAR do Painel Florestal.
O assunto agora é sobre análise do solo, muito importante para o sucesso de sua floresta.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

VÍDEO 2: SOLO

Neste segundo vídeo da série COMO PLANTAR do Painel Florestal, o assunto é o solo. Veja:

quarta-feira, 9 de junho de 2010

VÍDEO 1: SAIBA ESCOLHER A MUDA DE EUCALIPTO

O portal Painel Florestal disponibiliza uma série de reportagens que mostra – passo a passo - como plantar florestas.
O Primeiro vídeo é sobre a importância da escolha de mudas de Eucalipto de qualidade.

Não deixe de assistir:

terça-feira, 8 de junho de 2010

EXPORTAÇÃO DE MADEIRA EM MINAS CRESCE 87%

A exportação de madeiras e derivados, nos primeiros quatro meses de 2010, gerou receita da ordem de US$ 242,9 milhões para Minas Gerais. O resultado é 87,5% superior ao registrado em igual período de 2009, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior/Secretaria de Comércio Exterior (MDIC/Secex).

De acordo com a Superintendência de Política e Economia Agrícola (Spea) da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), que analisou os dados, com esta receita de exportação, o setor de madeiras e subprodutos alcançou a segunda posição entre os principais grupos de produtos exportados pelo Estado, com participação de 12,2% nas exportações do agronegócio mineiro.

"Nos primeiros quatro meses de 2009, esta posição era ocupada pelo grupo carnes, que no quadrimestre de 2010 assumiu a terceira posição", diz assessora técnica da superintendência, Márcia Aparecida de Paiva Silva. Ela acrescenta que o café respondeu por 55,3% das exportações do setor no período e ficou em primeiro lugar entre os principais grupos de produtos exportados. "Já o açúcar, outro produto de destaque das exportações do agronegócio mineiro, ficou em quarto lugar, com participação de 9,8% nas exportações mineiras do agronegócio", informa a assessora.

Em volume, o crescimento das exportações de madeiras e derivados foi de 7,8%, passando de 380,7 mil toneladas para 410,2 mil toneladas, na comparação entre o primeiro quadrimestre de 2009 e o de 2010. Para Márcia Silva, "o crescimento mais expressivo da receita das exportações em relação ao volume exportado explica um fato evidenciado para as exportações totais do agronegócio mineiro, no primeiro quadrimestre de 2010: sinais de aquecimento da demanda externa".

Pasta química

Márcia Silva ainda observa que o principal produto exportado do segmento - pasta química de madeira - rendeu ao Estado US$ 239,1 milhões, cifra equivalente a 98,4% das exportações mineiras de madeiras e derivados, nos primeiros quatro meses de 2010. Esse produto foi destinado a 13 países, principalmente China, Holanda e Japão, que captaram juntos cerca de 60,8% das exportações mineiras de pasta química de madeira.

A assessora considera que o aquecimento das exportações do setor pode ser explicado pelo aumento dos preços em dólar, no mercado internacional, aliado à maior diversificação de mercados. No primeiro quadrimestre de 2009, dez países importaram o produto mineiro e os principais países de destino, China, Holanda e Japão, importaram o equivalente a 71,5% das exportações mineiras.

De acordo com avaliação da Spea, nos primeiros quatro meses de 2010, Minas Gerais foi o terceiro principal Estado exportador de pasta química de madeira, com participação de 17,2% nas exportações brasileiras do produto: US$ 1,4 bilhão. O Estado da Bahia, em primeiro lugar, registrou participação de 27,9%, e o Espírito Santo participou com 23,1%.

Principal produto das exportações brasileiras de madeiras e subprodutos, a pasta química de madeira respondeu por 47,4% das exportações totais do setor brasileiro (US$ 2,9 bilhões), no primeiro quadrimestre de 2010.

Produção sustentável

O superintendente de Desenvolvimento Rural e Sustentável da Seapa-MG, Guilherme de Oliveira Mendes, observa: "Um fato que favorece o crescimento da participação mineira no mercado internacional de produtos florestais é a vasta extensão territorial do Estado ocupada por florestas plantadas". Segundo o superintendente, entre 2004 e 2008 o crescimento da área ocupada com florestas plantadas no Estado foi da ordem de 19,6%, alcançando 2,42% da área total do Estado.

Mendes diz ainda que o mercado externo de madeira e derivados tem boa perspectiva de crescimento, acompanhando a recuperação econômica mundial. "Uma oportunidade que emerge e pode representar também uma alternativa para o aumento da rentabilidade dos produtores é a certificação de produtos florestais, pois a consciência ambiental é crescente em todo o planeta", finaliza.

Fonte: Agencia Minas