quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

FERTILIDADE DO SOLO


A fertilidade de um solo depende de vários aspectos, que precisam ser favoráveis para que nele possa ser desenvolvida a atividade agrícola. A preocupação dos agricultores, no que diz respeito ao solo, está associada à sua fertilidade. Tal fertilidade, como já foi dito, pode ser "medida" de várias formas e sob alguns pontos de vista.

O que é a fertilidade física de um solo? Nada mais é do que o conjunto de características físicas que este solo precisa ter para ser considerado mais ou menos fértil. Esta fertilidade depende da presença de oxigênio no solo, pois sem ele, os vegetais não se desenvolvem bem e a atividade agrícola fica prejudicada. De uma maneira geral, podemos dizer que a presença de uma boa quantidade de oxigênio aumenta a produtividade da plantação.

Não pode haver grandes quantidades de Alumínio e Manganês no solo, o que está ligado ao pH, que deve ser o mais adequado possível, para cada diferente cultura. Uma análise de solo é sempre recomendável, para que o pH seja determinado e que possíveis correções sejam feitas.

Outra importante e vital característica física que o solo deve apresentar para que se presta à agricultura é uma boa capacidade de infiltração de água. Solos impermeáveis ou com pouca capacidade de infiltração não são bons para a agricultura e devem ser "consertados" ou simplesmente descartados para esse uso.

Além das características físicas do solo, propriamente ditas, devemos ressaltar outro fator importante para que se saiba qual é a capacidade ou fertilidade do solo: a quantidade e a qualidade de vida existente nele. Minhocas, por exemplo, são ótimas para tornar o solo mais fértil e produtivo. A vida no solo deve ser rica e diversificada, num ecosistema saudável, para abrigar atividades agrícolas.

Tecnologia a serviço do solo e da agricultura

Para que o solo seja bem aproveitado, devemos utilizar sempre as melhores tecnologias disponíveis. Como a atividade agrícola causa uma forte alteração no sistema ecológico nativo, deve ser feita de forma a criar um novo sistema, balanceado e saudável através da utilização de técnicas como a adubação, irrigação, etc.

A principal função do trato do solo é mantê-lo sempre favorável ao plantio e ao desenvolvimento agrícola, principalmente através da sua renovação constante que é feita, principalmente, através da adição de matéria orgânica.

Fonte: Rural News

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

EVITE O DESMATAMENTO E GANHE RENDA

Evitar o desmatamento já dá dinheiro no Brasil. Programas de organizações não-governamentais garantem renda a proprietários de terras com floresta nativa em bom estado manterem suas áreas, garantindo a conservação da biodiversidade. Nas áreas de Mata Atlântica, há proprietários recebendo até R$ 7 mil para deixar a floresta intocada.

O debate sobre a conservação das florestas já existentes ganhou força nesta semana na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, na Dinamarca. Um levantamento do Serviço Florestal Brasileiro, ligado ao Ministério do Meio Ambiente, mostra que existe uma série de projetos no país dentro deste conceito, em várias fases de implantação.

De acordo com o doutor em ecologia Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o problema é que, no Brasil, as iniciativas existentes ainda seguem uma "lógica própria", uma vez que ainda não existem regras nacionais ou locais para este tipo de projeto. "Não há padronização."

'Desmatamento Evitado'

O projeto "Desmatamento Evitado", da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS), tem parceiros como HSBC Seguros, O Boticário, Grupo Positivo e Rigesa Indústria de Papel. Essas empresas adotam propriedades que recebem, em média, R$ 2,4 mil por mês para garantir a preservação da biodiversidade na Mata Atlântica com presença de araucárias. A maior das áreas incluídas no projeto, porém, recebe R$ 7,1 mil mensais.

O valor é pago por hectare e, de acordo com o biólogo Denílson Cardoso, coordenador do projeto, o cálculo do pagamento é feito com base na capacidade de absorção de carbono da vegetação. Em média, de acordo com Cardoso, os proprietários recebem R$ 300 por ano para cada hectare de mata preservada. No caso da SPVS, são preservados 2,4 mil hectares, com um investimento total de R$ 540 mil ao ano.

Segundo a organização, o bioma de Mata Atlântica com presença de araucárias tem menos de 1% de sua área original preservada em bom estado. O "Desmatamento Evitado" prioriza manter em pé o que ainda existe, em vez de focar em replantio de mudas ou reflorestamento. Desta forma, explica Cardoso, garante-se a manutenção da biodiversidade dessas áreas.

O diretor-executivo da SPVS, Clóvis Borges, admite que o valor repassado aos agricultores ainda é "simbólico". Por isso, ele acaba por atrair aqueles que já tinham a intenção de preservar a floresta. Com os valores atuais, a ajuda de custo serve para os proprietários paguem impostos, façam melhorias na área, construindo cercas e infra-estrutura para a propriedade, e também arquem com o custo de funcionários, caso necessário.

‘Sonhador’

Durante 30 anos, José Orlando Crema, 60 anos, foi chamado de “louco” e “sonhador” pelos vizinhos de propriedade, que ganham dinheiro com áreas de reflorestamento. Crema, que mantém 30 mil pés de araucária em 155 hectares, diz que a parceria com a SPVS validou sua aposta em manter a floresta em pé. O proprietário recebe pouco mais de R$ 2 mil por mês da HSBC Seguros.

Desde 2007, quando entrou no programa, já realizou melhorias na propriedade: mudou as cercas, contratou um guardião e também melhorou a infra-estrutura para receber melhor os estudantes de universidades que visitam a floresta para pesquisar biodiversidade. Além disso, reduziu a criação de carneiros que mantinha – hoje os animais são mantidos cercados e longe das árvores.

Engenheiro florestal de formação, Crema foi professor e hoje complementa a aposentadoria com a renda da pequena construtora da família. Ele mora em Curitiba e costuma passar os fins de semana na mata que mantém em Bocaiúva do Sul, a 70 quilômetros da capital. Lá, até a criação de abelhas que mantém está prestes a se adequar ao ideal da biodiversidade: ele substituirá as colméias de abelhas comuns pelas de abelhas nativas da floresta com araucárias.

Outro exemplo de propriedade beneficiada pelo programa é do aposentado Pedro Opuchkevich, de 56 anos, da cidade paranaense de Prudentópolis. Ele recebe cerca de R$ 1,1 mil por mês para preservar a área de floresta comprada por seu pai há 45 anos. Com o dinheiro que recebe, pretende fazer melhorias, como a instalação de energia elétrica na propriedade, o que custará cerca de R$ 7 mil.

Ganho de escala

Como não existe regra para projetos de desmatamento evitado no país, Clóvis Borges diz que cada instituição trabalha com seu próprio método para garantir a preservação. Ele admite que a ação da SPVS “tem algo de desespero”. “Nós atuamos como bombeiros. O nosso desafio é ganhar escala, pois ainda não fechamos um modelo que seja aplicável para o Brasil inteiro”, ressalta.

Enquanto a SPVS remunera seus produtores a partir de uma metodologia de absorção de carbono, um projeto da Fundação O Boticário nas margens da represa do Guarapiranga, que abastece 4 milhões de pessoas no estado de São Paulo, usa um método completamente diferente: remunera as propriedades com base em colaboração para a manutenção do fluxo e da qualidade da água.

As propriedades incluídas no projeto da Fundação O Boticário recebem, em média, R$ 15,5 mil ao ano, ou pouco menos de R$ 1,3 mil por mês. A maior área, porém, tem 270 hectares de mata preservada e recebe R$ 93,7 mil ao ano, ou R$ 7,8 mil mensais.

Segundo a diretora-executiva da fundação, Malu Nunes, os contratos de pagamento pela preservação das áreas foram firmados por cinco anos. Ao fim deste prazo, ela espera que o mercado de pagamento por serviços ambientais no Brasil já esteja desenvolvido. “[É preciso] criar um mercado de serviços ambientais, um marco legal”, diz Malu.

Para Borges, da SPVS, é preciso que os serviços ambientais sejam tratados como “ativos passíveis de pagamento”. À medida que o cálculo do que deve ser remunerado ficar mais abrangente, diz o ambientalista, os proprietários das áreas poderão receber mais por um maior número de serviços oferecidos por suas propriedades, como biodiversidade, polinização, contribuição para o equilíbrio climático e conservação do solo, por exemplo.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Economia

sábado, 26 de dezembro de 2009

PRODUÇÃO DE CARVÃO VEGETAL NO BRASIL

Segundo dados do Balanço Energético Nacional, 31,5% de toda energia produzida no Brasil teve com origem a biomassa vegetal.

A lenha e o carvão vegetal representam 11,4% deste total. Se a madeira tem grande destaque como fonte de energia em nosso País,isso deve-se ao carvão vegetal que dela é oriundo. Ainda segundo a mesma fonte, o Brasil produziu cerca de dez milhões de toneladas de carvão vegetal, dos quais 84% foram utilizados na industria siderúrgica, para a produção de ferro, 8% para consumo residencial e 8% para outras atividades. Esses números colocam o Brasil como o maior produtor de carvão vegetal do mundo.

Na maioria das vezes, as questões relativas ao uso da madeira para energia são tratadas de forma marginal, principalmente no momento da tomada de decisão de ordem estratégica para o País, quer seja no âmbito do setor energético, quer seja no âmbito do setor florestal brasileiro.

Entretanto o principal e talvez o mais importante dos problemas ligados a produção de carvão vegetal no Brasil, está relacionado a oferta de matéria- prima. Números da Associação Mineira de Silvicultura (AMS) mostram que em 2008, de todo o carvão vegetal produzido no país, 47,4% da matéria prima utilizada teve origem de matas nativas.

Embora a situação atual na oferta de matéria prima é indesejável sob todos os aspectos ela pode ser perfeitamente solucionada. De acordo com Associação Brasileira de Florestas Plantadas (ABRAF), existem aproximadamente seis milhões de hectares de floresta plantada no Brasil, sendo 4,26 milhões de hectares plantados com Eucalyptus e estas plantações ocupam menos que 1% da área agricultável do Brasil. Dentro deste cenário temos um potencial de crescimento fabuloso e com perspectivas animadoras. Nosso País possui água e energia solar, ideais para o crescimento de muitas espécies arbóreas, o que nos coloca em posição de vantagem comparativa invejável. Por exemplo, nossa produção de madeira por hectare por ano pode atingir a marca de 50 m3, em muitas regiões do País, ao passo que na Finlândia não passa dos 5 m3 por hectare por ano; ainda assim, este país atingiu um alto grau de desenvolvimento e sua principal renda tem origem no setor florestal.

Estudos de cenário realizados por órgãos do setor florestal brasileiro mostram que para atender a demanda de matéria prima florestal nos próximos 10 anos, o Brasil deve incorporar, até o ano de 2020, mais 7,5 milhões de hectares de florestas, isto é, temos que atingir cerca de 13,5 milhões de hectares

Para que isso ocorra temos que vencer desafios. O primeiro é a produção da biomassa em escala, ou seja, a generalização de plantações florestais. De preferência, estes plantios devem ser estimulados através de definições de políticas públicas e incentivados nas pequenas propriedades de forma integrada com as demais culturas evitando-se a monocultura. Todavia, o país não dispõe de material propagativo em quantidade suficiente e na qualidade desejável, quer sejam mudas ou sementes, para atender a demanda em todas as regiões do país. Assim, é preciso incorporar os pequenos produtores rurais nos processos produtivos através do desenvolvimento de tecnologias simples e baratas e fornecimento de sementes e mudas das espécies arbóreas mais adequadas às condições edafoclimáticas do nosso extenso território.

Outro desafio esta relacionado às tecnologias de conversão da biomassa em energia. O nosso carvão vegetal é hoje produzido, em sua maior proporção, da mesma forma como era no inicio do século passado. A tecnologia é primitiva, o controle operacional dos fornos de carbonização é pequeno e não se pratica o controle qualitativo e quantitativo da produção, como por exemplo, os fornos de carbonização para formação de carvão, chamados de rabos-quentes.

Estes fornos são energeticamente ineficientes, apresentam baixa taxa de conversão desperdiçam os finos de carvão, a moinha, e também os vapores da pirólise, o licor pirolenhoso. Além da perda de produtos que poderiam aumentar a rentabilidade do processo, esta tecnologia não é ambientalmente amigável.

Assim, existe a necessidade de disponibilizar tecnologias mais eficientes e sustentáveis. Por outro lado, deve-se desenvolver e adaptar outras tecnologias ainda não usadas ou em estado embrionário no país, como a compactação de biomassa florestal e a produção de bio-óleo, celulignina, álcool e outros derivados de alto valor agregado.

Estes produtos podem promover o aumento da densidade energética da biomassa proporcionando, dentre outras vantagens, uma logística de transporte competitiva. Uma boa notícia é que, preocupadas com essas questões, algumas das mais importantes empresas do setor vêm já há vários anos realizando ações no sentido de estudos e efetivas implantações de sistemas de recuperação desses produtos gasosos para a geração de insumos químicos e energéticos, o que contribuirá sobremaneira para sedimentar definitivamente a posição do Brasil como referência mundial na produção de energia a partir da biomassa florestal.

*Fonte: Painel Florestal

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

SILVICULTURA: UTILIZAÇÃO DE CARVÃO VEGETAL

Trecho do programa Ecologia e Cidadania, produzido pela Organização Ponto Terra, onde Bernardo de Vasconcellos Moreira, presidente da Associação Mineira de Silvicultura fala sobre este tema.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

RENDA EXTRA: INTEGRAÇÃO LAVOURA/ PECUÁRIA/ FLORESTA

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais vai implantar, até março, 226 unidades demonstrativas do sistema de integração lavoura/pecuária/floresta, além de 885 novas áreas de plantio de eucalipto. O trabalho, que começou em 2008, foi incrementado em 2009 com o investimento de aproximadamente R$ 1,4 milhão pelo governo estadual.

A integração lavoura/pecuária/floresta consiste em aproveitar a mesma área de uma propriedade para desenvolver de duas a três atividades diferentes. O produtor pode consorciar o pasto com lavouras de grãos, como o milho. Ou ainda investir no plantio de florestas – geralmente eucalipto – para corte de madeira na mesma área usada para o pastoreio de animais ou para o cultivo de lavouras anuais.

“O trabalho para implantação das 226 unidades demonstrativas teve início em 2008. Desde então, estão sendo adquiridos e distribuídos adubos, sementes de milho e capim, além de mudas de eucalipto para produtores rurais”, explica o secretário da Agricultura, Gilman Viana. Os produtores estão fazendo o plantio em áreas de até dois hectares no sistema de integração. A assistência técnica é prestada pelos técnicos da Emater-MG. A empresa também é a responsável por fazer o levantamento dos produtores interessados em implantar as unidades demonstrativas. “A ideia é de que essas áreas sirvam de demonstração para outros produtores interessados. Dessa forma, estamos difundindo o sistema pelo estado”, diz o secretário.

A outra ação da secretaria é a aquisição e distribuição de insumos e mudas de eucalipto para 885 produtores. Cada um está recebendo mil mudas. Nesse caso, o plantio é feito em áreas entre um hectare (plantio adensado) e quatro hectares (consorciado com pasto e lavoura). Quem recebe as mudas pode optar em plantar apenas o eucalipto ou fazer a integração com outras culturas. Paralelamente à implantação das unidades demonstrativas, a Secretaria de Agricultura promoveu este ano a capacitação de 574 pessoas, entre técnicos e produtores.

Além do aproveitamento de uma mesma aérea para o desenvolvimento de até três atividades, o sistema integração lavoura/pecuária/floresta é considerado pelos especialistas uma das melhores práticas sustentáveis da agropecuária. “No caso de Minas Gerais, existem 25 milhões de hectares ocupados com pastagens. Uma parte está degradada. Uma das melhores maneiras de recuperar essas áreas é a integração com outras atividades, pois reduz o processo erosivo e melhora a fertilidade do solo ao fazer o plantio de outras culturas”, explica o coordenador de Bovinocultura de Corte da Emater-MG, José Alberto de Ávila Pires. Ele também lembra que o sistema é uma das melhores maneiras de aumentar a oferta de madeira para uso das indústrias do estado.

José Alberto alerta que a integração deve ser feita com assistência técnica, pois o espaçamento do plantio de grãos e de eucalipto vai variar de acordo com o tipo de integração.

Fonte: Esatdo de Minas 21/12/2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

COMBATE A FORMIGAS EM PLANTIOS DE EUCALIPTO

REPORTAGEM DO JORNAL ESTADO DE MINAS NO DIA 14/12/2009

Um dos maiores inimigos de plantios de várias espécies, como o eucalipto, são as formigas-cortadeiras. Por esse motivo, elas devem ser combatidas de 30 a 60 dias antes do preparo do terreno. Esse combate deve ser feito de preferência de meados de agosto a meados de outubro, épocas em que costuma não chover, e já próximas do período de plantio.

Após o primeiro combate, o produtor deve vigiar constantemente a área. Aparecendo nova movimentação de formigas, deve ser feita nova aplicação de imediato, mesmo após o plantio.

O formicida mais fácil de usar, de menor custo, e que apresenta bons resultados quando aplicado corretamente, são as iscas granuladas.

Devem ser usadas iscas à base de sulfuramida, registradas no Ministério da Agricultura.

APLICAÇÃO
Deve-se medir a terra solta em cima do formigueiro para obter a área em metros quadrados, o que é obtido multiplicando-se o comprimento da terra solta pela sua largura. Usar para cada metro quadrado de formigueiro a dosagem recomendada pelo fabricante na embalagem, que geralmente é de 6 a 10 gramas de isca por metro quadrado.

A quantidade calculada de iscas deve ser distribuída ao lado dos carreiros mais movimentados, usando sempre o equipamento de proteção individual (EPI) e respeitando as demais normas de segurança conforme recomendações do Receituário Agronômico e das contidas na embalagem do fabricante. As próprias formigas se encarregarão de levar a isca para dentro dos formigueiros, que contaminará os fungos dos quais as formigas se alimentam, matando-as de fome.

LEMBRAR QUE:
. As iscas só podem ser usadas na época seca.
. Não devem ser aplicadas em terreno molhado.
. Deve-se aplicar a isca no fim da tarde.
. Não se deve tocar a isca sem luvas. Além do problema da toxidez para o aplicador, o cheiro da mão nua passará para a isca, e as formigas não carregarão a isca.
. Procure sempre um técnico para orientá-lo.

OBSERVAÇÃO:
As iscas formicidas são produtos tóxicos, e para sua aquisição é necessário que um profissional habilitado emita o Receituário Agronômico, devendo as recomendações ali fornecidas ser estritamente seguidas, inclusive quanto ao uso de equipamento de proteção individual.


Fonte: Ivo Pera Eboli, engenheiro florestal, coordenador técnico estadual de Silvicultura da Emater-MG

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PESQUISE NA INTERNET E AJUDE A PLANTAR UMA ÁRVORE!!!


Plante uma àrvore!
Quantas vezes você já ouviu esta frase? E quantas vezes você pensou em plantar uma e acabou deixando a idéia de lado?
Se antes plantar uma árvore era um desejo ou um sonho que acabava sempre adiado, agora é uma realidade, que está ao alcance de todos.

Olha que notícia MARAVILHOSA!!!

Um site foi criado para que todos contribuam com o plantio de árvores por meio de uma simples ação que fazemos muitas vezes por dia: pesquisar na internet. Não no velho conhecido GOOGLE mas no Eco4Planet, uma site moderno e com uma proposta fantástica que planta uma árvore a cada 50 mil acessos.

Agora podemos fazer nossas pesquisas de todos os dias e ainda ajudar o meio ambiente. Não é o máximo!!!

Se assim como nós, você também quer fazer sua parte e "respirar ar puro" no futuro.
CLIQUE AQUI

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CULTURA DE EUCALIPTO GERA BONS LUCROS PARA PRODUTORES RURAIS EM MINAS GERAIS

Veja a reportagem de hoje do jornal ESTADO DE MINAS:

MAR VERDE NO SERTÃO MINEIRO
Cultura do eucalipto gera bons lucros para produtores rurais e já supera a do café no estado. IBGE mostra que mineiros são líderes nacionais no valor obtido com a madeira

Plantação em Grão Mogol, no Norte de Minas: área já atingiu 1,5 milhão de hectares
O eucalipto está deixando de ser patinho feio para se tornar cisne no agronegócio mineiro. A demanda mundial por celulose da árvore para fabricação de papel avança a passos largos, impulsionada pela China. No Brasil, as siderúrgicas engrossam o coro. Elas estão de olho nas florestas plantadas por pequenos produtores rurais porque querem uma produção sustentável, que não dependa das importações de carvão mineral, mais poluente que o vegetal. Essa busca fez com que o eucalipto atingisse uma área de quase 1,5 milhão de hectares em Minas Gerais, ultrapassando a cultura mais tradicional do estado, o café, cujas plantações ocupam hoje 1,1 milhão de hectares, de acordo com dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“No primeiro semestre de 2009, a China aumentou em 68% as importações de celulose, enquanto os mercados desenvolvidos apresentaram queda próxima de 20%”, diz o economista-chefe da Ativa Corretora, Arthur Carvalho. Ele chama a atenção para a preferência pelo eucalipto. “Em 2008, enquanto a demanda mundial por celulose subiu algo próximo de 1,3%, a demanda por celulose de eucalipto cresceu 13%, 10 vezes mais”, compara.

O Brasil, e Minas Gerais especialmente, avança nesse cenário. Segundo a pesquisa do IBGE, em 2008 Minas ultrapassou o Paraná e assumiu a liderança nacional no valor bruto da produção da silvicultura (florestas plantadas) e extração vegetal (vegetação nativa). Atingiu a cifra de R$ 2,54 bilhões. O estado é agora o maior produtor nacional, participando com 78% da produção nacional da silvicultura e com 18% da extração vegetal. “Interessante é que a produção de carvão proveniente de vegetação nativa apresentou queda de 4,9% em relação a 2007, enquanto a da silvicultura aumentou 7,9%”, salienta o supervisor de pesquisa agropecuária do IBGE, Humberto Silva Augusto. Segundo ele, o aumento poderia ter sido ainda maior se não fosse a crise.

Com uma participação modesta – de apenas 3% – no mercado mundial de celulose e madeira serrada de origem renovável, o Brasil tem grandes chances de ocupar mais espaço nesse novo filão, sustenta Bernardo de Vasconcellos, presidente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS). Para ter uma ideia da baixa representatividade brasileira, a Finlândia, país de dimensões bem menores, detém 8% das vendas mundiais. “Poucos países têm condições de produzir madeira de origem limpa, mas todos têm de consumir. O Brasil domina a tecnologia em genética e cultivo de florestas e o nosso índice de produtividade é seis vezes maior que a média no mundo”, afirma o executivo.

Vasconcellos lembra que o uso da floresta plantada foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como sistema capaz de gerar os chamados créditos de carbono, enquanto mecanismo de produção movido a combustível renovável. A floresta captura mais carbono do que produz e libera oxigênio em proporções superiores. “A sociedade vem tomando conhecimento de que precisamos defender o que temos de florestas nativas, e cada hectare de eucalipto plantado ajuda a preservar cerca de 10 hectares dessas florestas nativas. O índice de desenvolvimento humano progride significativamente nas áreas onde temos as atividades florestais”, afirma o presidente da Câmara da Indústria de Base Florestal da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Antônio Claret de Oliveira.

O cultivo de eucalipto mudou a rotina dos moradores de Paraopeba (Região Central), a 97 quilômetros de Belo Horizonte. Luiz Fernando Figueiredo, proprietário da Fazenda Capão da Ema, é um deles. Dedicava-se à pecuária de leite, atividade que nunca rendeu bom retorno financeiro, até que em 2002 aderiu a um programa do governo e iniciativa privada. “Plantei no pasto degradado, com mais de 20 anos de pisoteio de gado, e preservei a mata nativa. Foi uma ótima aposta. Comecei com 27 hectares e já tenho 140 hectares plantados.” Depois de sete anos, momento do primeiro corte, e após R$ 68 mil em investimentos (R$ 2,5 mil por hectare), ele negocia a sua produção de eucalipto por R$ 700 mil. “Com a pecuária, não chegaria nem no pé disso”, afirma.

Figueiredo aponta ainda como vantagem a flexibilidade de negociação dentro do setor. “Se as siderúrgicas estão em crise, posso vender para a indústria moveleira, construção civil (postes e mourões), casca para alambiques e folhas para óleos essenciais. Não preciso ficar restrito ao carvão”, exemplifica. Ele conta que quase toda a vizinhança se dedica ao mesmo negócio, o que está transformando o município de Paraopeba em mais um polo moveleiro de Minas. “A gente estima que o apagão florestal, previsto para 2017, seria adiado para 2020 com a ajuda dos produtores rurais”, observa. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a cadeia produtiva florestal gera cerca de 800 mil empregos diretos e indiretos em Minas.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

GOVERNO FEDERAL QUER ESTIMULAR SIDERÚRGICAS A USAR CARVÃO DE REFLORESTAMENTO

Uma das propostas do governo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa é fazer com que em oito anos as siderúrgicas passem a usar carvão vegetal de reflorestamento feito pelas próprias empresas. A ideia é convencer o setor das vantagens do chamado "aço verde", de acordo com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Para estimular o setor siderúrgico a operar nesse modelo seria firmado um acordo para concessão de incentivos ao setor, sem a necessidade de leis, de acordo com a avaliação de ministros. O selo “aço verde” poderia representar inclusive um diferencial de competitividade no exterior, segundo Dilma.

“Seria muito mais no sentido de criar incentivos financeiros, incentivos de todas as formas, inclusive essa percepção de que [o produto] é competitivo lá fora. Um aço carimbado de verde tem outra característica”, afirmou Dilma.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, citou como exemplo o caso da Moratória da Soja para mostrar a viabilidade de um acordo com o setor de siderurgia. Com a moratória, assinada em 2007 e renovada duas vezes, as empresas se comprometeram a não comprar soja produzida em áreas desmatadas.

Segundo Minc, o compromisso tem dado bons resultados e isso também pode acontecer com o setor siderúrgico sem necessidade de leis. “Estamos muito avançados com a siderurgia para fechar um acordo de que em aproximadamente oito anos eles plantem todas as árvores que precisam para o carvão vegetal. Um acordo sem necessidade de lei”, disse Minc.

Os ministros falaram à imprensa após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar da proposta brasileira a ser levada para a Conferência da Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que ocorrerá em Copenhage, Dinamarca, em dezembro.

Fonte: Agência Brasil

Ótima Noticia, não é?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

LUCRO VERDE

As empresas brasileiras, enfim, aprenderam a ganhar dinheiro com os créditos de carbono, espécie de moeda ambiental trocada por projetos que promovam a redução da emissão de gás carbono na atmosfera. A Suzano Papel e Celulose vendeu por US$ 100 mil, em junho deste ano, os créditos adquiridos com a não emissão de 25 mil toneladas de carbono. "Sabemos que esse será um dos negócios mais lucrativos no futuro", diz Luiz Cornacchioni, diretor de relações institucionais da Suzano.

O valor poderia ser maior. Isso porque esses créditos foram provenientes de florestas nativas. As vendas resultadas dessa modalidade não são negociadas nas bolsas de valores credenciadas pela ONU. Por isso, esses créditos são vendidos a preços baixos até dez vezes menores, em mercados voluntários, como a Bolsa do Clima de Chicago. Em breve isso pode mudar.

Na 15ª Conferência Mundial das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, a ser realizada em dezembro, em Copenhague, na Dinamarca, o governo brasileiro irá propor que esses créditos sejam negociados nas bolsas credenciadas pela ONU. Se isso acontecer, tanto o País quanto as empresas brasileiras que mantêm áreas preservadas podem multiplicar seus ganhos com as não emissões.

"Apenas em 2008, as vendas de carbono feitas pelo Brasil somaram US$ 20,8 milhões", afirma Maurik Jehee, superintendente das vendas de crédito de carbono do Santander Brasil. "Se as florestas do País pudessem ser vendidas nas bolsas certificadas pela ONU, esse número subiria para US$ 350 milhões ao ano", completa Jehee. Segundo Bracelpa, Associação Brasileira de Celulose e Papel, apenas o setor de papel e celulose é capaz de gerar atualmente 42 milhões de toneladas de crédito de carbono. A mudança chegaria num momento especial para as empresas brasileiras. O motivo: depois de anos, elas começam a ganhar dinheiro com a venda de créditos de carbono.

Para se ter uma ideia, o Brasil é hoje o terceiro país que mais apresenta projetos de não emissão à ONU, atrás da China e da Índia, respectivamente. Esses processos evitaram que, em 2008, 35 milhões de toneladas de dióxido de carbono fossem jogadas no ar pelas companhias e algumas, finalmente, já começam a lucrar com isso.

Uma delas é a fabricante de papel e celulose International Paper, que realizou sua primeira venda de créditos no ano passado. Com a troca de energia combustível por limpa em uma das fábricas, a empresa deixou de emitir 211 mil toneladas de gás. Conclusão: os créditos foram vendidos por US$ 1,2 milhão na bolsa de valores de Chicago, nos EUA. Mais 78 mil toneladas deverão ser comercializadas no próximo ano.

"Estamos investindo em outras formas de redução porque queremos ganhar muito mais com isso", afirma Robson Laprovitera, gerente florestal da International Paper. Se por enquanto os créditos emitidos por preservação de florestas têm de ser vendidos apenas em bolsas voluntárias, os provenientes de outros processos podem ser comercializados diretamente para empresas estrangeiras. Foi o que fez a siderúrgica Arcelor Mittal Tubarão.

A companhia recebeu em setembro o primeiro pagamento da venda que fez ao banco alemão KFW de 213 mil toneladas de gás deixados de emitir. Só nesta negociação, a Arcelor faturou e 2,6 milhões e a intenção é poluir menos para lucrar muito mais nos próximos anos. Um outro lote de 100 mil toneladas está sendo auditado para ser vendido ainda este ano. "Nas vendas diretas para empresas, a vantagem é que conseguimos barganhar preços melhores", diz Luiz Antonio Rossi, gerente de meio ambiente.

Fonte: Isto É

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A AMAZÔNIA PEDE SOCORRO!!!


Hoje publicamos um post aqui no Blog que continha a seguinte frase : " Acredita-se que em pouco tempo toda a madeira usada no mundo será reflorestada".
Mas ao assistir mais uma reportagem sobre a devastação da Floresta Amazônica como a de hoje no Bom Dia Brasil , nos perguntamos se isso não será apenas uma Utopia.

"Quantas vezes você já ouviu denúncias de que a Floresta Amazônica está sendo derrubada? E quantas vezes agente já mostrou os caminhos da devastação? E por que é que nada acontece?" Com estas perguntas,o apresentador Reanto Machado dá início a reportagem que mostra o descaso em relação a devastação florestal no nosso país.

Até quando as autoridades vão fazer vista grossa em relãção a um assunto tão sério e importante como esse. Assistimos impotentes a um jogo de interesses políticos e ecônomicos, falta de fiscalização, corrupção, apropriação indevida de áreas de reserva e uma legislação ineficiente enquanto nossa maior riqueza está sendo destruída e escapando de nossas mãos.

Indignação é isso o que sentimos, mas a quem recorrer?
Todos os dias assistimos a movimentos em prol da Amazônia, ONGs são criadas, denúncias são feitas, matérias publicadas, mas parece que ninguém vê e escuta esses pedidos de socorro.

É preciso que continuemos protestar e que as Autoridades(Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário) tenham consiência do problema e queiram resolver o problema de uma vez por todas, doa a quem doer. É necessário que se crie um projeto inovador que reformule definitivamente as leis, as políticas de fiscalização e o sistema de punições que devem ser mais severos e intolerantes.

É PRECISO DAR UM BASTA À DEVASTAÇÂO JÁ!!!

Assista aqui a reportagem do
BOM DIA BRASIL

ABERTA A TEMPORADA DE PLANTIO DE EUCALIPTO


Está aberta a temporada de Plantio de Eucalipto, passada as incertezas geradas pela crise, o plantio deste ano começa a todo vapor, num cenário econômico muito mais positivo e animador.

Esse é um mercado promissor e as perspectivas para os próximos anos são ótimas, não só pela demanda crescente do produto e pela multiplicidade de usos do Eucalipto, como pelo seu forte apelo Ambiental. Acredita-se que em pouco tempo toda a madeira que usaremos no Mundo será reflorestada.

E nós da Griff Florestal temos nos dedicado a produzir mudas cada vez melhores para atender este mercado que cresce e se torna cada vez mais exigente e competitivo.

E realmente acreditamos no Eucalipto como uma alternativa de investimento seguro e rentável, pois além de produzirmos mudas nós também plantamos EUCALIPTO. E este ano já demos início ao plantio de nossas Florestas.

Mas esta temporada está apenas começando e se você tem interesse de plantar este ano, ainda dá tempo, mas já está na hora de começar a se organizar.
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