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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
CÓDIGO FLORESTAL SERÁ A BANDEIRA DOS RURALISTAS EM 2010
A questão ambiental será a bandeira escolhida pelos ruralistas para 2010 e ganhará destaque com o debate sobre as alterações no Código Florestal. A proposta de reformulação do atual código tramita há mais de dez anos no Congresso e o projeto dificilmente será aprovado neste ano. A possível flexibilização das regras deverá tornar-se tema de campanha eleitoral de parlamentares ruralistas e ambientalistas. As duas frentes parlamentares compõem a base aliada e o governo terá de mediar os conflitos para não prejudicar votações nem alianças políticas.
O debate sobre o Código Florestal foi retomado com a apresentação de projeto do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, que torna menos rígidas as regras vigentes desde 1965 e transforma o Código Florestal em Ambiental, ao inserir no texto regras para áreas urbanas. "Se não der tempo de aprovar neste ano, vamos pedir para prorrogar a discussão", afirmou. "Não podemos deixar que as regras atuais transformem os proprietários em criminosos", disse.
Um decreto presidencial fixou em 11 de dezembro o prazo final para que as propriedades rurais se adaptem às atuais regras. Estima-se que das 5,17 milhões de propriedades do país, cerca de 3 milhões estariam sujeitas a sanções por devastação irregular. O novo código poderia flexibilizar esse decreto, que obriga o setor rural a regularizar as áreas de reserva legal e de preservação permanente. Os ruralistas devem pedir a prorrogação do decreto por um ano, alegando que precisam votar antes o código.
A prorrogação do debate até 2010 poderia facilitar as conversas de parlamentares com o setor do agronegócio e aproximá-los de financiadores de campanha. A defesa de regras mais flexíveis poderia ajudar na arrecadação de recursos para a reeleição de deputados. Atualmente a maioria das propriedades não cumpre as regras do código e poderiam ser prejudicadas caso passe a valer.
A retomada do debate sobre as mudanças no atual Código Florestal está relacionada ao fortalecimento da bancada ruralista e sua aproximação com o governo no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a adesão do PMDB à base, aumentou a presença de ruralistas entre os aliados. Na atual legislatura, metade da bancada do agronegócio é de governistas. No primeiro mandato, menos de um terço era da base.
A instalação da Comissão Especial do Código Florestal na semana passada foi um sinal da força dos ruralistas. Negociada pela Frente Parlamentar da Agricultura com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e terá Moacir Micheletto (PMDB-PR) na presidência e Aldo Rebelo (PCdoB-SP) na relatoria. Ambos os deputados sofrem resistências entre ambientalistas.
Os líderes do governo não impediram que os ruralistas dominassem as indicações. O PT indicou Anselmo de Jesus (RO) para a segunda vice-presidência, com aval dos ruralistas. Outro sinal de força dos ruralistas no segundo mandato do presidente Lula foi registrado no começo deste ano, quando a bancada ocupou não só o comando da Comissão de Agricultura da Câmara como também a de Meio Ambiente - tradicional reduto de ambientalistas.
Em 2010, a defesa da questão ambiental pelos ruralistas deve aumentar ainda mais os conflitos com os ambientalistas. O governo, no entanto, tem evitado encampar brigas no Congresso com a Frente Parlamentar da Agricultura e, por interesses políticos, deve manter-se neutro: a bancada ruralista é numerosa e disciplinada e o Executivo depende dos aliados para votar o novo marco regulatório do petróleo. Outra preocupação do governo é manter o leque de alianças para 2010, com boa relação entre os partidos. "O governo está sendo omisso", reclamou o deputado Edson Duarte (PT-BA). "Toda vez que é preciso que o governo se defina, ele assume uma posição dúbia para agradar ruralistas e ambientalistas", disse.
Nos últimos embates, um dos poucos acenos dados pelo governo à frente ambientalista foi a decisão de revisar os índices de produtividade agropecuários usados na desapropriação de terras para a reforma agrária. A proposta foi apresentada pelo Executivo como resposta a um projeto da presidente da Confederação Nacional da Agricultura, senadora Katia Abreu (DEM-TO), pedindo a revisão dos índices.
Entre ambientalistas, esse aceno foi visto como resposta à oposição, não como forma de mediar conflitos entre ruralistas e ambientalistas. "Há uma fragilidade do governo quanto à questão ambiental", reclamou Duarte.
Fonte: Silviminas
O debate sobre o Código Florestal foi retomado com a apresentação de projeto do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, que torna menos rígidas as regras vigentes desde 1965 e transforma o Código Florestal em Ambiental, ao inserir no texto regras para áreas urbanas. "Se não der tempo de aprovar neste ano, vamos pedir para prorrogar a discussão", afirmou. "Não podemos deixar que as regras atuais transformem os proprietários em criminosos", disse.
Um decreto presidencial fixou em 11 de dezembro o prazo final para que as propriedades rurais se adaptem às atuais regras. Estima-se que das 5,17 milhões de propriedades do país, cerca de 3 milhões estariam sujeitas a sanções por devastação irregular. O novo código poderia flexibilizar esse decreto, que obriga o setor rural a regularizar as áreas de reserva legal e de preservação permanente. Os ruralistas devem pedir a prorrogação do decreto por um ano, alegando que precisam votar antes o código.
A prorrogação do debate até 2010 poderia facilitar as conversas de parlamentares com o setor do agronegócio e aproximá-los de financiadores de campanha. A defesa de regras mais flexíveis poderia ajudar na arrecadação de recursos para a reeleição de deputados. Atualmente a maioria das propriedades não cumpre as regras do código e poderiam ser prejudicadas caso passe a valer.
A retomada do debate sobre as mudanças no atual Código Florestal está relacionada ao fortalecimento da bancada ruralista e sua aproximação com o governo no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a adesão do PMDB à base, aumentou a presença de ruralistas entre os aliados. Na atual legislatura, metade da bancada do agronegócio é de governistas. No primeiro mandato, menos de um terço era da base.
A instalação da Comissão Especial do Código Florestal na semana passada foi um sinal da força dos ruralistas. Negociada pela Frente Parlamentar da Agricultura com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e terá Moacir Micheletto (PMDB-PR) na presidência e Aldo Rebelo (PCdoB-SP) na relatoria. Ambos os deputados sofrem resistências entre ambientalistas.
Os líderes do governo não impediram que os ruralistas dominassem as indicações. O PT indicou Anselmo de Jesus (RO) para a segunda vice-presidência, com aval dos ruralistas. Outro sinal de força dos ruralistas no segundo mandato do presidente Lula foi registrado no começo deste ano, quando a bancada ocupou não só o comando da Comissão de Agricultura da Câmara como também a de Meio Ambiente - tradicional reduto de ambientalistas.
Em 2010, a defesa da questão ambiental pelos ruralistas deve aumentar ainda mais os conflitos com os ambientalistas. O governo, no entanto, tem evitado encampar brigas no Congresso com a Frente Parlamentar da Agricultura e, por interesses políticos, deve manter-se neutro: a bancada ruralista é numerosa e disciplinada e o Executivo depende dos aliados para votar o novo marco regulatório do petróleo. Outra preocupação do governo é manter o leque de alianças para 2010, com boa relação entre os partidos. "O governo está sendo omisso", reclamou o deputado Edson Duarte (PT-BA). "Toda vez que é preciso que o governo se defina, ele assume uma posição dúbia para agradar ruralistas e ambientalistas", disse.
Nos últimos embates, um dos poucos acenos dados pelo governo à frente ambientalista foi a decisão de revisar os índices de produtividade agropecuários usados na desapropriação de terras para a reforma agrária. A proposta foi apresentada pelo Executivo como resposta a um projeto da presidente da Confederação Nacional da Agricultura, senadora Katia Abreu (DEM-TO), pedindo a revisão dos índices.
Entre ambientalistas, esse aceno foi visto como resposta à oposição, não como forma de mediar conflitos entre ruralistas e ambientalistas. "Há uma fragilidade do governo quanto à questão ambiental", reclamou Duarte.
Fonte: Silviminas
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
EUCALIPTO EM PROPRIEDADES RURAIS
Plantar eucalipto significa renda extra e, principalmente, aproveitamento de áreas relegadas a segundo plano na fazenda, contribuindo para o uso racional do solo. A presença de florestas de eucalipto resulta em menor pressão sobre as matas nativas, pois destas florestas pode-se obter madeira para moirões, postes, construções de casas e galpões, escoras na construção civil, produção de carvão vegetal, a obtenção de lenha e, ainda, para outros fins.
Para que o cultivo de eucalipto seja feito com sucesso, no entanto, alguns passos precisam ser seguidos, pois, caso contrário, corre-se o risco de investir dinheiro e não alcançar o retorno esperado. A escolha do local a ser plantado é de fundamental importância, mas não basta plantar, é preciso escolher mudas de boa qualidade e da espécie adequada para o objetivo do plantio, preparar e adubar o terreno e nunca esquecer de combater as formigas cortadeiras.
Depois vem o plantio, de preferência no início do período chuvoso, para que as mudas possam crescer antes da chegada do período seco. Nos primeiros anos, deve-se manter o plantio no limpo, para evitar competição do mato com as mudas plantadas. Todos esses aspectos são abordados no presente livro de forma simples para atender proprietários rurais, futuros fazendeiros florestais.
Para que o cultivo de eucalipto seja feito com sucesso, no entanto, alguns passos precisam ser seguidos, pois, caso contrário, corre-se o risco de investir dinheiro e não alcançar o retorno esperado. A escolha do local a ser plantado é de fundamental importância, mas não basta plantar, é preciso escolher mudas de boa qualidade e da espécie adequada para o objetivo do plantio, preparar e adubar o terreno e nunca esquecer de combater as formigas cortadeiras.
Depois vem o plantio, de preferência no início do período chuvoso, para que as mudas possam crescer antes da chegada do período seco. Nos primeiros anos, deve-se manter o plantio no limpo, para evitar competição do mato com as mudas plantadas. Todos esses aspectos são abordados no presente livro de forma simples para atender proprietários rurais, futuros fazendeiros florestais.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
EUCALIPTO É ALTERNATIVA PARA ÁREAS DEGRADADAS
Engana-se quem pensa que o eucalipto é uma monocultura que degrada o meio ambiente. Pelo contrário: o eucalipto é uma alternativa para reflorestar áreas devastadas, pois contribui com a manutenção do solo, ao permitir a infiltração da água, e reduz a pressão sobre as florestas naturais.
“O eucalipto absorve grande quantidade de CO2 da atmosfera, o que diminui a poluição e combate o efeito estufa. Estima-se que 1 hectare de floresta sequestra anualmente 41 toneladas de CO2”, conta Carlos Roses, gerente operacional da Unidade Madeira da Eucatex. A empresa possui 44 mil hectares de florestas próprias de eucalipto, e toda essa área é certificada com a ISO 14001 e o Selo Verde, concedido pela Scientific Certification Systems (SCS), entidade ligada ao Conselho de Manejo Florestal, o Forest Stewardship Council (FSC), dos Estados Unidos.
Roses chama a atenção para o seguinte dado: 1 hectare de floresta de eucalipto produz a mesma quantidade de madeira que 30 hectares de florestas naturais. Para garantir a biodiversidade, a Eucatex faz um monitoramento permanente da fauna em suas florestas, onde já foram identificadas mais de 150 espécies de aves e 20 de mamíferos. Cinco desses animais figuram entre os que estão em extinção, tais como Pinhé, Pavó, Soldadinho, Nhambu e Coleirinha.
“O plantio de eucalipto, respeitando o correto manejo florestal, constitui um importante mecanismo de sustentabilidade do planeta. Reduz o aquecimento global, preserva as nascentes e os corpos d’água, diminui a pressão sobre mata nativa, gera empregos no campo e é uma fonte de renda autorrenovável. Daí ser uma alternativa contra o desmatamento”, finaliza o executivo da Eucatex.As informações são de assessoria de imprensa.
fonte: Safra News
“O eucalipto absorve grande quantidade de CO2 da atmosfera, o que diminui a poluição e combate o efeito estufa. Estima-se que 1 hectare de floresta sequestra anualmente 41 toneladas de CO2”, conta Carlos Roses, gerente operacional da Unidade Madeira da Eucatex. A empresa possui 44 mil hectares de florestas próprias de eucalipto, e toda essa área é certificada com a ISO 14001 e o Selo Verde, concedido pela Scientific Certification Systems (SCS), entidade ligada ao Conselho de Manejo Florestal, o Forest Stewardship Council (FSC), dos Estados Unidos.
Roses chama a atenção para o seguinte dado: 1 hectare de floresta de eucalipto produz a mesma quantidade de madeira que 30 hectares de florestas naturais. Para garantir a biodiversidade, a Eucatex faz um monitoramento permanente da fauna em suas florestas, onde já foram identificadas mais de 150 espécies de aves e 20 de mamíferos. Cinco desses animais figuram entre os que estão em extinção, tais como Pinhé, Pavó, Soldadinho, Nhambu e Coleirinha.
“O plantio de eucalipto, respeitando o correto manejo florestal, constitui um importante mecanismo de sustentabilidade do planeta. Reduz o aquecimento global, preserva as nascentes e os corpos d’água, diminui a pressão sobre mata nativa, gera empregos no campo e é uma fonte de renda autorrenovável. Daí ser uma alternativa contra o desmatamento”, finaliza o executivo da Eucatex.As informações são de assessoria de imprensa.
fonte: Safra News
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
PETROBRAS PRODUZIRÁ ETANOL COM CELULOSE
A Petrobrás apresentará em 2010 a planta que produzirá 4 milhões de litros de etanol (álcool combustível) a partir da celulose. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (18) pela Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Somos imbatíveis na produção de etanol de primeira geração, mas também queremos ser imbatíveis na de segunda e terceira gerações", disse Dilma referindo-se à produção a partir de palha e de celulose.
Fonte: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
RECUPERAÇÃO ECONÔMICA TRAZ OTIMISMO PRO SETOR FLORESTAL
De acordo com números de análises recentes da economia brasileira, a recuperação econômica já aparece em vários setores como resposta às políticas governamentais de incentivo fiscais, de aumento e ou manutenção do emprego e da renda dos consumidores e em relação às medidas administrativas de redimensionamento, investimento e modernização das empresas. No setor florestal, a conjuntura atual mostra que os indicadores são em geral positivos, sendo mais ou menos tímidos em alguns segmentos do que em outros, porém revelam recuperação e ou dinamização de investimentos e perspectivas.
De acordo com números de análises recentes da economia brasileira, a recuperação econômica já aparece em vários setores como resposta às políticas governamentais de incentivo fiscais, de aumento e ou manutenção do emprego e da renda dos consumidores e em relação às medidas administrativas de redimensionamento, investimento e modernização das empresas. No setor florestal, a conjuntura atual mostra que os indicadores são em geral positivos, sendo mais ou menos tímidos em alguns segmentos do que em outros, porém revelam recuperação e ou dinamização de investimentos e perspectivas.
Fonte: Painel Florestal
De acordo com números de análises recentes da economia brasileira, a recuperação econômica já aparece em vários setores como resposta às políticas governamentais de incentivo fiscais, de aumento e ou manutenção do emprego e da renda dos consumidores e em relação às medidas administrativas de redimensionamento, investimento e modernização das empresas. No setor florestal, a conjuntura atual mostra que os indicadores são em geral positivos, sendo mais ou menos tímidos em alguns segmentos do que em outros, porém revelam recuperação e ou dinamização de investimentos e perspectivas.
Fonte: Painel Florestal
terça-feira, 22 de setembro de 2009
JBS ANUNCIA UMA EMPRESA DE REFLORESTAMENTO

A J&F Holding, controladora da JBS S/A, anunciou ontem mais um passo na diversificação dos negócios, com a criação de uma empresa de reflorestamento de eucalipto para fins comerciais, a Florestal Brasil. A empresa nasce com um capital de R$ 1,1 bilhão e terá como sócios os fundos de pensão Petros, da Petrobrás, Funcef, da Caixa Econômica Federal, e a MCL Empreendimentos, empresa do ramo de propriedades rurais. Cada um dos sócios terá participação de 25% na nova empresas.
O presidente da JBS Friboi, Joesley Batista, afirmou que o novo empreendimento é de baixo risco, já que as empresas brasileiras estão crescendo rapidamente, mas a disponibilidade de madeira para fins energéticos não se expande no mesmo ritmo. “Considerando que existe o risco de um apagão florestal no Brasil, percebemos que esse seria um bom segmento para investir”, afirmou.
A nova empresa começa com um viveiro de eucalipto em Andradina, no interior de São Paulo, com capacidade para produzir 6 milhões de mudas por mês. A primeira colheita de árvores está prevista para 2014 e parte da produção, em torno de 20%, deverá ser usada para abastecer as caldeiras das unidades de abate e processamento de carne da JBS. O excedente de madeira será colocado à venda no mercado para empresas que utilizam lenha como biomassa ou para produção de celulose. Está prevista a criação de 2 mil empregos diretos.
Fonte - O Estado de S. Paulo
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
ÓTIMO TEXTO
Neste link AGRI FOCUS, você encontrará um excelente artigo sobre A Competitividade do Eucalipto como Alternativa Agropecuária,e O Crescente Mercado de Eucalipto no Brasil.
No texto você encontrará gráficos, tabelas, dados e Análise de Viabilidade Econômica.
Vale a pena conferir!!!
Fonte: ABRAF Anuário Estatístico, 2007
No texto você encontrará gráficos, tabelas, dados e Análise de Viabilidade Econômica.
Vale a pena conferir!!!
Fonte: ABRAF Anuário Estatístico, 2007
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
PLANTIO CONSORCIADO - RESPONSABILIDADE AMBIENTAL
É possível promover a recuperação de áreas degradadas – com adequações de tecnologias de manejo de solo – e introduzir o consórcio do plantio florestal, com pastagens e lavouras.
Minas Gerais e vários outros estados brasileiros possuem excelência em tecnologia, domínio de técnicas de cultivo, de manejo e administração florestal. A experiência de sucesso do plantio direto na agricultura foi um terreno fértil para o avanço das técnicas sustentáveis da produção agropecuária.
Partindo da experiência de integração das lavouras temporárias – como milho e feijão – com a pastagem, a migração para a tríplice integração – neste caso acrescentando os plantios florestais – está a um passo da franca consolidação em Minas e outras regiões brasileiras. O espaçamento adotado nas áreas de florestas integradas proporciona o convívio produtivo com as outras duas atividades.
Esta caminhada vem garantir a certeza de oferta de produtos da biomassa para o consumo industrial, assegurando a "intocabilidade" da mata nativa brasileira.
A intervenção necessária para a implantação dos sistemas integrados gera um balanço ambiental significativamente positivo. A disponibilidade de terras ociosas ou degradadas permite a expansão da base florestal, sem colocar em risco a produção de alimentos e, principalmente, poupando as espécies nativas da exploração predatória.
Atualmente, segundo dados da Embrapa, cerca de 20% do território brasileiro, ou seja, 173 milhões de hectares são ocupados por pastagens. Uma boa parte está degradada e tem condições de ser recuperada com as tecnologias de integração. Estudos indicam que o sequestro de CO2 nas áreas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta chega a 2,5 toneladas por hectare/ano.
É preciso, antes de tudo, acabar com o preconceito em relação ao plantio florestal e encará-lo como uma cultura agrícola, com benefícios econômicos, sociais e ambientais.
A meta, mesmo com toda a excelência de produção já alcançada pelo país, é evoluir na compatibilização e simplificação dos procedimentos legais e administrativos aplicáveis à cadeia produtiva florestal, principalmente no que se refere aos setores ambientais, operacionais, tributários e fiscais.
Desta forma, podemos afirmar que o horizonte para a produção de energia renovável, papel e celulose no Brasil sustenta-se numa plataforma segura de oferta de matéria-prima.
Minas Gerais e vários outros estados brasileiros possuem excelência em tecnologia, domínio de técnicas de cultivo, de manejo e administração florestal. A experiência de sucesso do plantio direto na agricultura foi um terreno fértil para o avanço das técnicas sustentáveis da produção agropecuária.
Partindo da experiência de integração das lavouras temporárias – como milho e feijão – com a pastagem, a migração para a tríplice integração – neste caso acrescentando os plantios florestais – está a um passo da franca consolidação em Minas e outras regiões brasileiras. O espaçamento adotado nas áreas de florestas integradas proporciona o convívio produtivo com as outras duas atividades.
Esta caminhada vem garantir a certeza de oferta de produtos da biomassa para o consumo industrial, assegurando a "intocabilidade" da mata nativa brasileira.
A intervenção necessária para a implantação dos sistemas integrados gera um balanço ambiental significativamente positivo. A disponibilidade de terras ociosas ou degradadas permite a expansão da base florestal, sem colocar em risco a produção de alimentos e, principalmente, poupando as espécies nativas da exploração predatória.
Atualmente, segundo dados da Embrapa, cerca de 20% do território brasileiro, ou seja, 173 milhões de hectares são ocupados por pastagens. Uma boa parte está degradada e tem condições de ser recuperada com as tecnologias de integração. Estudos indicam que o sequestro de CO2 nas áreas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta chega a 2,5 toneladas por hectare/ano.
É preciso, antes de tudo, acabar com o preconceito em relação ao plantio florestal e encará-lo como uma cultura agrícola, com benefícios econômicos, sociais e ambientais.
A meta, mesmo com toda a excelência de produção já alcançada pelo país, é evoluir na compatibilização e simplificação dos procedimentos legais e administrativos aplicáveis à cadeia produtiva florestal, principalmente no que se refere aos setores ambientais, operacionais, tributários e fiscais.
Desta forma, podemos afirmar que o horizonte para a produção de energia renovável, papel e celulose no Brasil sustenta-se numa plataforma segura de oferta de matéria-prima.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
MAIS UMA ENTREVISTA - PRODUÇÃO DE BIOMASSA
Produção de biomassa para energia segundo Fernando Henrique da Fonseca
Fale sobre os obstáculos ao desenvolvimento do setor florestal para a produção de biomassa para energia.
Fernando Henrique: Nós temos grandes vantagens comparativas em relação aos países tradicionais fornecedores de produtos provenientes de florestas. E, no entanto, nós somos muito pequenos na participação no comercio mundial desses produtos. Também na questão de ocupação do solo brasileiro com a atividade, também somos muito pequenos. Isso se deve principalmente à questão de desinformação e a questão de restrições ambientais que praticamente retiram do processo produtivo o pequeno produtor brasileiro. Porque ele não tem condições de fazer projetos para ser aprovado, então ele tem que se adequar, ele tem que se acoplar a uma grande empresa que teria condições de fazer isso para ele. É por isso inclusive que a concentração dos plantios está nas mãos de poucas empresas do Brasil. Isso não é bom para o país. Embora essas empresas atravessem projetos de fomento, elas estão introduzindo cada vez mais o pequeno produtor, mas a idéia é disseminar a tecnologia para que isso ande com as próprias pernas e o Brasil ocupe o lugar que é devido no mercado mundial.
O senhor vê perspectivas de crescimento para o Brasil?
Fernando Henrique: A questão do investimento no setor no momento está prejudicada pela crise. Como o setor é exportador, ele está sofrendo com o mercado mundial. A primeira medida de todas as empresas é a redução dos investimentos. Isso certamente vai atrasar toda a questão dos investimentos no setor. Mas aí volta a questão do pequeno produtor. Ele deveria destinar o seu produto para o consumo interno através da matriz energética. E eles teriam condições de fornecer para a produção de carvão e até suprir a necessidade, porque hoje aproximadamente 40% da produção de carvão vêm de madeira proveniente de floresta nativa. Essa pressão sobre a floresta nativa, no momento em que o pequeno produto resolver tomar coragem e tiver a liberdade para plantar, ele vai eliminar ao longo do tempo essas pressões sobre florestas nativas.
Fonte: Painel Florestal
Fale sobre os obstáculos ao desenvolvimento do setor florestal para a produção de biomassa para energia.
Fernando Henrique: Nós temos grandes vantagens comparativas em relação aos países tradicionais fornecedores de produtos provenientes de florestas. E, no entanto, nós somos muito pequenos na participação no comercio mundial desses produtos. Também na questão de ocupação do solo brasileiro com a atividade, também somos muito pequenos. Isso se deve principalmente à questão de desinformação e a questão de restrições ambientais que praticamente retiram do processo produtivo o pequeno produtor brasileiro. Porque ele não tem condições de fazer projetos para ser aprovado, então ele tem que se adequar, ele tem que se acoplar a uma grande empresa que teria condições de fazer isso para ele. É por isso inclusive que a concentração dos plantios está nas mãos de poucas empresas do Brasil. Isso não é bom para o país. Embora essas empresas atravessem projetos de fomento, elas estão introduzindo cada vez mais o pequeno produtor, mas a idéia é disseminar a tecnologia para que isso ande com as próprias pernas e o Brasil ocupe o lugar que é devido no mercado mundial.
O senhor vê perspectivas de crescimento para o Brasil?
Fernando Henrique: A questão do investimento no setor no momento está prejudicada pela crise. Como o setor é exportador, ele está sofrendo com o mercado mundial. A primeira medida de todas as empresas é a redução dos investimentos. Isso certamente vai atrasar toda a questão dos investimentos no setor. Mas aí volta a questão do pequeno produtor. Ele deveria destinar o seu produto para o consumo interno através da matriz energética. E eles teriam condições de fornecer para a produção de carvão e até suprir a necessidade, porque hoje aproximadamente 40% da produção de carvão vêm de madeira proveniente de floresta nativa. Essa pressão sobre a floresta nativa, no momento em que o pequeno produto resolver tomar coragem e tiver a liberdade para plantar, ele vai eliminar ao longo do tempo essas pressões sobre florestas nativas.
Fonte: Painel Florestal
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
EXCELÊNCIA NA PRODUÇÃO FLORESTAL
As florestas comerciais têm um desenvolvimento econômico com elevada competitividade, quando implantadas nas regiões tropicais. A luminosidade e a quantidade de dias com incidência do sol durante o ano fazem com que o crescimento das plantas nos trópicos seja três vezes mais rápido do que nas regiões de clima temperado. Aqui no Brasil, o eucalipto, por exemplo, chega ao ponto de corte aos sete anos, enquanto na Europa as árvores levam 21 anos para se desenvolver.

Irrefutavelmente, as condições brasileiras para o plantio de florestas colocam a produção do país na vanguarda da competitividade, com elevada redução dos custos no processo de obtenção dos derivados de madeira. Os três principais produtos da cadeia produtiva do plantio florestal são o papel, a celulose e as fontes energéticas, entre elas o carvão.
No caso de Minas Gerais, por exemplo, o setor de florestas plantadas vem se desenvolvendo de tal maneira que já se posiciona na linha de frente do agronegócio estadual. Minas tem a maior área de florestas plantadas do país, com aproximadamente 1,2 milhão de hectares, distribuídos em 300 municípios e gera cerca de 800 mil empregos diretos e indiretos.
Em 2008, as exportações do agronegócio florestal de Minas Gerais foram responsáveis por 11% das vendas internacionais de todo o agronegócio estadual. E os embarques dos produtos florestais somaram um milhão de toneladas e movimentaram US$ 633 milhões.
Além disso, no contexto atual de pressão mundial pela substituição de combustíveis de origem fóssil pela energia limpa, a biomassa proveniente das florestas energéticas apresenta-se com um valioso sucedâneo.

Irrefutavelmente, as condições brasileiras para o plantio de florestas colocam a produção do país na vanguarda da competitividade, com elevada redução dos custos no processo de obtenção dos derivados de madeira. Os três principais produtos da cadeia produtiva do plantio florestal são o papel, a celulose e as fontes energéticas, entre elas o carvão.
No caso de Minas Gerais, por exemplo, o setor de florestas plantadas vem se desenvolvendo de tal maneira que já se posiciona na linha de frente do agronegócio estadual. Minas tem a maior área de florestas plantadas do país, com aproximadamente 1,2 milhão de hectares, distribuídos em 300 municípios e gera cerca de 800 mil empregos diretos e indiretos.
Em 2008, as exportações do agronegócio florestal de Minas Gerais foram responsáveis por 11% das vendas internacionais de todo o agronegócio estadual. E os embarques dos produtos florestais somaram um milhão de toneladas e movimentaram US$ 633 milhões.
Além disso, no contexto atual de pressão mundial pela substituição de combustíveis de origem fóssil pela energia limpa, a biomassa proveniente das florestas energéticas apresenta-se com um valioso sucedâneo.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
FEIRA DA FLORESTA 2010 EM GRAMADO
A segunda edição da Feira da Floresta já tem data para acontecer em 2010: ocorre entre os dias 14 e 16 de abril, na cidade de Gramado (RS). A novidade será o local escolhido para o evento – o Parque ExpoGramado. Na área de 8,2 mil metros quadrados, é possível receber um número de até 30 mil visitantes. O ExpoGramado pertence à prefeitura do município que torna-se parceira da realização da feira.
A Feira da Floresta é um evento de negócios voltada ao desenvolvimento sustentável do setor florestal brasileiro. Paralelamente, acontece o Fórum Internacional do Agronegócio Florestal para debater temas nacionais e internacionais e promover palestras aos produtores, além da Mostra Florestal que é uma exposição sobre os benefícios das florestas. Faça parte desta iniciativa e garanta já o seu lugar.
Fonte: Assessoria Feira da Floresta
A Feira da Floresta é um evento de negócios voltada ao desenvolvimento sustentável do setor florestal brasileiro. Paralelamente, acontece o Fórum Internacional do Agronegócio Florestal para debater temas nacionais e internacionais e promover palestras aos produtores, além da Mostra Florestal que é uma exposição sobre os benefícios das florestas. Faça parte desta iniciativa e garanta já o seu lugar.
Fonte: Assessoria Feira da Floresta
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